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Saúde

Hospitais de transição servem como ponte entre internação e alta hospitalar segura

Unidades focam na recuperação da autonomia e no suporte a cuidados paliativos após fases críticas de doenças ou cirurgias.

Por Redação Diário Local

Pacientes que superaram fases críticas de doenças ou cirurgias podem encontrar nos hospitais de transição uma etapa essencial para garantir uma alta segura e a retomada da autonomia. Essas unidades funcionam como uma ponte entre a internação convencional em hospitais gerais e o retorno para casa ou para outros tipos de assistência.

Diferente dos hospitais gerais, que são preparados para atender emergências, cirurgias e condições de alta complexidade que exigem intervenção imediata, os hospitais de transição recebem pacientes que já estão clinicamente estáveis. O foco, nesses casos, muda do tratamento da fase aguda para a reabilitação e o acompanhamento especializado.

O tempo de permanência nessas unidades pode variar bastante. Dependendo das necessidades e dos objetivos de cada caso, o paciente pode ficar internado por semanas ou até meses para completar o processo de recuperação.

O que caracteriza um hospital de transição?

O principal objetivo dessas unidades é recuperar a funcionalidade do paciente sempre que possível. Para isso, conta com equipes multidisciplinares que integram diferentes especialistas no cuidado.

O corpo técnico pode reunir médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Também participam do processo fonoaudiólogos, psicólogos e assistentes sociais, garantindo um suporte integral.

O perfil de atendimento abrange pessoas que sofreram acidente vascular cerebral (AVC), pacientes após internações prolongadas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), casos de sepse ou fraturas. As lesões em fêmur e quadril são comuns nesse cenário.

Um exemplo de atuação ocorre com pacientes que passaram muito tempo em UTI e apresentam perda de força muscular. Nestes casos, a dificuldade para caminhar ou realizar atividades cotidianas exige suporte específico.

No caso de pacientes que sofreram AVC, as alterações nos movimentos e na fala podem exigir acompanhamento contínuo. A fisioterapia e a fonoaudiologia são ferramentas centrais para tentar restaurar essas habilidades.

Como funcionam os cuidados paliativos?

A atuação desses hospitais não se limita apenas à reabilitação física. Muitas unidades também são especializadas em cuidados paliativos, que visam o controle de sintomas e a promoção de qualidade de vida.

Entre os perfis atendidos por essa modalidade estão pessoas com câncer avançado, insuficiência cardíaca grave, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e doenças degenerativas. O foco é o conforto e o suporte tanto ao paciente quanto à família.

É importante destacar que a transferência para um hospital de transição com foco paliativo não significa necessariamente que a pessoa esteja perto da morte. O objetivo central é o controle de sintomas e o bem-estar durante o processo.

Como ocorre a internação?

A admissão costuma ocorrer por meio de um alinhamento entre o médico que acompanha o paciente, os familiares e o próprio paciente. No caso de planos de saúde, é necessária a avaliação e a aprovação técnica da operadora.

Para determinar a indicação, a equipe avalia o grau de independência que o paciente tinha antes do evento e suas condições de saúde atuais. Também são considerados o motivo da hospitalização e os objetivos de reabilitação esperados.

A análise verifica se o quadro clínico é compatível com a estrutura disponível. É fundamental ressaltar que os hospitais de transição não substituem o atendimento de pronto-socorro ou unidades de UTI.

Durante o período, os familiares também podem acompanhar o plano terapêutico. Eles recebem orientações sobre os cuidados que precisarão ser mantidos em casa após a alta definitiva.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.