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Saúde

Atleta paralímpica Luiza Fiorese decide amputar perna após 12 cirurgias para conquistar liberdade

Medalhista paralímpica relata que o procedimento traz mais mobilidade e qualidade de vida após anos de complicações médicas.

Por Redação Diário Local

A atleta paralímpica Luiza Fiorese decidiu realizar uma amputação transfemoral, feita logo acima do joelho, para buscar maior qualidade de vida e liberdade após enfrentar 12 cirurgias desde a adolescência. A jogadora de vôlei sentado, natural do Espírito Santo, recebeu alta hospitalar no domingo (4).

Luiza, que possui medalha de ouro no Mundial da Bósnia (2022) e bronze nos Jogos Paralímpicos de Tóquio (2020), relatou que o procedimento tem facilitado as tarefas cotidianas e reduzido o peso emocional de lidar com complicações constantes.

Por que a amputação foi necessária?

A trajetória médica da atleta começou aos 15 anos, quando ela foi diagnosticada com osteossarcoma, um tipo de tumor que atinge os ossos. No seu caso, o câncer atingiu o fêmur, localizado na coxa. Como parte do osso precisou ser substituída por uma endoprótese, novos problemas surgiram com o passar do tempo.

Em junho deste ano, Luiza passaria por uma nova troca do implante, mas o espaçador colocado para preparar a cirurgia quebrou enquanto ela se movimentava na cama. O incidente resultou em dores e novas complicações médicas.

Diante do quadro, o médico apresentou duas opções: realizar uma nova troca da endoprótese, que exigiria substituições a cada dez anos, ou realizar a amputação, que poderia ser o último procedimento cirúrgico relacionado ao caso. A atleta optou pela segunda alternativa após refletir sobre o bem-estar futuro.

O procedimento cirúrgico

A cirurgia foi realizada em São Paulo e apresentou resultados positivos na preservação da estrutura física. Devido ao comprimento reduzido do osso da coxa, a amputação poderia ter ocorrido na altura do quadril, mas o médico conseguiu reposicionar partes saudáveis dos ossos abaixo do joelho.

Essas partes foram unidas à parte restante do fêmur com uma placa, permitindo que o corte ficasse mais próximo do joelho. Segundo a atleta, o tamanho ideal da amputação facilita o uso futuro de próteses e a mobilidade.

Recuperação e próximos passos

A reabilitação de Luiza ainda está no início, mas ela já nota mudanças em relação ao período em que precisava usar muletas para caminhar. A atleta pretende concluir o processo de recuperação em Venda Nova do Imigrante, no Sul do Espírito Santo, onde reside sua família.

Entre os objetivos imediatos estão a recuperação da mobilidade e a retomada de viagens, atividade que precisou ser interrompida devido às crises de saúde. Luiza também destacou o apoio de seu noivo, Gabriel Garcia, atleta, durante o processo de decisão.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.