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Saúde

Médicos optam por não usar redes sociais para evitar mercantilização da saúde e desinformação

Profissionais alegam riscos de desinformação e falta de tempo para manter presença digital em plataformas como Instagram e TikTok

Por Redação Diário Local

Profissionais da medicina têm optado por não manter perfis em redes sociais para evitar a mercantilização da saúde e o risco de desinformação. A decisão ocorre mesmo com o aumento da presença digital e a regulamentação estabelecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em março de 2024.

Para parte dos médicos, o uso de plataformas como Instagram e TikTok para atrair pacientes pode gerar conflitos éticos. A busca por relevância no mercado através de vídeos e fotos é vista por alguns especialistas como uma prática que pode induzir a erros ou vieses devido à mistura de interesses comerciais com áreas sensíveis da saúde.

A falta de tempo e a dificuldade de manter o controle sobre a comunicação também são fatores determinantes. Muitos profissionais relatam que não possuem disponibilidade para responder ao fluxo constante de perguntas exigido pelas redes, preferindo focar na rotina de atendimentos e na capacitação técnica.

Como funciona a regulamentação médica nas redes?

Até março de 2024, a regulação do uso profissional das mídias sociais era baseada no Código de Ética Médica, sem normas específicas para o ambiente digital. Com a nova resolução do CFM, foram estabelecidas regras mais detalhadas para a publicidade médica nas plataformas.

A mudança atendeu a uma demanda de muitos profissionais que viam na internet um importante cartão de visita. Entretanto, o conselho esclarece que não há obrigatoriedade de os médicos informarem suas mídias sociais nos cadastros da entidade.

O CFM chegou a tentar implementar um selo especial para identificar médicos nas redes sociais, mas a iniciativa não foi atendida pela Meta, empresa responsável pelo Instagram e Facebook.

Quais os principais motivos da resistência digital?

Além da questão ética, o perfil dos pacientes tem influenciado o comportamento dos médicos. Em especialidades como a dermatologia, que possui grande volume de conteúdos sobre procedimentos estéticos, a pressão por presença digital é constante.

Contudo, médicos que optam por não aderir ao movimento afirmam que o modelo de indicação direta ("boca a boca") e a busca dos pacientes por informações de formação e currículo continuam sendo métodos eficazes de trabalho.

Há também um questionamento sobre a qualidade da comunicação em formatos de vídeos curtos, que podem não oferecer a sinceridade e a proteção técnica que a prática médica exige.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.