OMS informa que contatos de funcionária morta em instituto na Rússia não apresentam sintomas
Autoridades russas monitoram pessoas que tiveram contato com funcionária de laboratório na Sibéria que morreu por causas desconhecidas.
Por Redação Diário Local
As autoridades russas identificaram todas as pessoas que tiveram contato com uma funcionária de um instituto de pesquisa sobre a peste na Sibéria, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira (6). A profissional faleceu por causas ainda desconhecidas, o que motivou a abertura de investigações no local.
Segundo a organização internacional, todos os contatos da paciente foram localizados e passam por monitoramento constante. O objetivo é identificar precocemente qualquer sinal de transmissão da doença entre as pessoas que estiveram próximas à funcionária.
O porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, afirmou que, até o momento, nenhum dos indivíduos monitorados apresentou sintomas de enfermidades. O acompanhamento segue o protocolo para garantir a segurança sanitária da região afetada.
A investigação russa busca determinar se a morte da profissional foi causada por peste pneumônica. A suspeita é o principal eixo do trabalho das autoridades de saúde da região da Sibéria.
Apesar do acompanhamento da OMS, o governo russo ainda não respondeu oficialmente a um pedido de informações enviado pelo órgão internacional sobre o caso. A falta de um pronunciamento detalhado por parte das autoridades locais mantém certa cautela sobre o desenrolar do processo.
O episódio ocorre em um momento de atenção para a saúde pública na região, uma vez que há registros de hospitalizações por suspeita de infecção por peste no país. O monitoramento das pessoas que conviveram com a paciente é uma medida de contenção padrão.
O foco das equipes de saúde é garantir que o cerco sanitário seja eficaz para evitar que a possível infecção se espalhe. O isolamento e a identificação dos contatos são as etapas fundamentais para controlar qualquer risco biológico no instituto de pesquisa.
As autoridades continuam trabalhando para esclarecer as circunstâncias do óbito e a relação direta com a peste pneumônica. Novos dados devem ser divulgados assim que os resultados das investigações locais forem compartilhados com os órgãos internacionais.
