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Saúde

Suplemento de probióticos pode auxiliar na proteção contra declínio cognitivo em idosos

Estudo clínico na Coreia do Sul aponta que uso de suplemento com três tipos de bactérias reduziu marcador de Alzheimer em idosos.

Por Redação Diário Local

Um suplemento composto por três tipos de bactérias apresentou benefícios para idosos com sinais iniciais de comprometimento cognitivo, de acordo com um estudo clínico realizado na Coreia do Sul. A investigação acompanhou participantes de um projeto sobre envelhecimento e demências durante 24 semanas.

Os resultados, publicados no Journal of Alzheimer’s Disease, apontam que o grupo que recebeu a fórmula apresentou melhora em tarefas que exigem interpretação de informações visuais, compreensão da organização do espaço e reprodução de figuras. Além disso, os voluntários que utilizaram o suplemento preservaram a capacidade de recordar desenhos, ao passo que o grupo que recebeu placebo apresentou piora nessa avaliação.

A análise também detectou uma redução do marcador sanguíneo pTau181 no grupo que consumiu o probiótico. A pTau181 é uma forma modificada da proteína tau, utilizada como um indicador de alterações associadas ao Alzheimer.

O que os testes revelaram sobre a memória?

Apesar das melhoras observadas, os benefícios do suplemento foram específicos. Não houve diferença significativa entre o grupo que tomou a fórmula e o que tomou o placebo em testes de memória verbal, funções executivas ou no Miniexame do Estado Mental, que é uma avaliação geral da cognição.

Houve, contudo, uma melhora em uma escala clínica que avalia o comprometimento cognitivo, com destaque para o componente relacionado à memória. Os pesquisadores notaram também uma queda maior da IL-1β, substância envolvida em processos inflamatórios, entre os usuários do suplemento.

Como o suplemento foi utilizado?

A fórmula testada, denominada KL-P301, é composta por três cepas bacterianas e é consumida em formato de pó, seja diretamente ou dissolvida em água. O estudo foi realizado de forma cega, o que significa que nem os voluntários nem os pesquisadores sabiam qual pessoa recebia o probiótico ou o placebo.

Ao todo, 87 pessoas concluíram o acompanhamento: 40 receberam o probiótico diariamente e 47 tomaram placebo. O estudo reforça as investigações sobre a conexão entre os microrganismos intestinais, a inflamação e a saúde cerebral, mas os autores alertam que os achados não demonstram que o produto remove acúmulos de tau no cérebro ou previne o Alzheimer.

Os pesquisadores propõem a realização de estudos maiores e de períodos mais longos para avaliar quanto tempo os benefícios podem durar. Procure avaliação médica.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.