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Saúde

Servidor público relata mudanças no corpo e no bolso após completar um ano sem fumar

Eduardo Meirelles, de Cariacica (ES), celebra um ano de abstinência e relata melhora na respiração e economia financeira.

Por Redação Diário Local

O servidor público Eduardo Meirelles, de 47 anos, completou um ano sem fumar e relata mudanças significativas em sua saúde física, rotina e orçamento. Residente de Cariacica, na Grande Vitória, ele enfrentou quase três décadas de dependência antes de decidir interromper o hábito em setembro deste ano.

O tabagismo exigia de Eduardo um consumo de pelo menos dois maços de cigarros por dia, valor que subia nos fins de semana. Segundo o próprio servidor, a despesa semanal era de cerca de R$ 300, o que representava um custo mensal de aproximadamente R$ 1,2 mil.

Como foi o processo de interrupção do vício?

A decisão de parar surgiu após o servidor perceber que a necessidade de nicotina interferia em suas viagens e em atividades sociais. Eduardo relatou que evitava certos lugares ou sofria durante trajetos longos de ônibus para não ficar sem fumar.

Para vencer a dependência, ele utilizou o Programa de Apoio à Pessoa Tabagista (PAPT), oferecido por uma Unidade Básica de Saúde em Cariacica. O processo contou com o apoio de sua sobrinha-neta, a assistente de Educação Infantil Ana Paula Meireles de Almeida, de 41 anos, que também participou do grupo terapêutico.

Eduardo descreveu os primeiros três dias de abstinência como períodos de estresse e irritabilidade. No entanto, o suporte do grupo e a convivência com a familiar foram fundamentais para que ele não cedesse à vontade de fumar durante as crises.

Quais foram os impactos na saúde e nas finanças?

Os benefícios físicos foram percebidos de forma imediata. O servidor relatou melhora no olfato, no paladar e o fim do cansaço excessivo. Antes, ao praticar futebol, Eduardo conseguia jogar apenas um minuto antes da exaustão; após um mês de tratamento, passou a conseguir disputar partidas inteiras de sete minutos.

No aspecto financeiro, a economia foi expressiva. Eduardo estima que poupou entre R$ 10 mil e R$ 12 mil ao longo dos 12 meses sem comprar cigarros. O valor economizado foi utilizado para gastos pessoais, como a compra de camisas de futebol e viagens ao Rio de Janeiro.

Além disso, a rotina de viagens e o convívio social foram reestabelecidos. O servidor afirmou que hoje consegue frequentar locais como cinemas e bares sem a preocupação com a falta de nicotina durante o trajeto.

O que dizem os especialistas sobre parar de fumar?

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), os benefícios do abandono do tabaco começam poucos minutos após o último cigarro. Em duas horas, a nicotina deixa de circular na corrente sanguínea e, após oito horas, a oxigenação do sangue é normalizada.

Em dois dias, o olfato e o paladar recuperam a sensibilidade. Após um ano de abstinência, o risco de morte por infarto do miocárdio cai pela metade, segundo o órgão. Especialistas reforçam a importância de buscar acompanhamento profissional para o tratamento da dependência.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.