Trombose venosa profunda pode ocorrer fora de hospitais devido à soma de fatores de risco
Entenda como a combinação de sedentarismo, obesidade e questões hormonais pode aumentar a chance de formação de coágulos nas veias.
Por Redação Diário Local
A trombose venosa profunda, que ocorre quando um coágulo se forma em uma veia profunda (geralmente nas pernas), não é uma condição exclusiva de pacientes internados ou em recuperação de cirurgias. O risco de desenvolver o problema pode ser resultado da combinação de condições do cotidiano, doenças e características individuais.
Embora viagens longas representem um risco baixo para pessoas saudáveis, o cenário muda quando a imobilidade se soma a outros fatores, como obesidade, uso de hormônios, gravidez, câncer ou histórico de trombofilia. A imobilidade prolongada favorece a estase (parada ou diminuição do fluxo) do sangue nas veias, facilitando a formação de trombos.
Quais são os principais fatores de risco?
O risco de trombose raramente tem uma única explicação, sendo geralmente a soma de diversos elementos. O aumento do tempo que as pessoas passam sentadas, devido ao trabalho em home office ou longos deslocamentos, tem sido associado ao risco de tromboembolismo venoso por conta do comportamento sedentário.
Além do sedentarismo, a obesidade, a idade avançada e alterações hereditárias da coagulação são fatores determinantes. A avaliação de quem apresenta maior risco deve considerar o histórico pessoal e familiar de episódios anteriores da doença.
Como o hormônio e o câncer influenciam o risco?
No público feminino, o uso de contraceptivos que contêm estrogênio e certas terapias hormonais podem elevar as chances de ocorrência. A gravidez e, especialmente, o período após o parto também modificam o sistema de coagulação naturalmente.
A própria doença do câncer também pode favorecer a coagulação, com o nível de risco variando conforme o tipo de tumor, o estágio da doença e o tratamento realizado. Somam-se a isso os riscos gerados por cirurgias, traumatismos e períodos de imobilização prolongada.
Quais são as consequências após a fase aguda?
Após o diagnóstico e o tratamento da trombose, parte dos pacientes pode desenvolver a chamada síndrome pós-trombótica. Estudos estimam que essa condição atinja entre 20% e 50% das pessoas que passaram por uma trombose venosa profunda, dependendo da população estudada.
A síndrome pode causar inchaço persistente, dor, sensação de peso nas pernas, alterações na pele e varizes. Em casos mais graves, podem surgir feridas de difícil cicatrização, decorrentes de obstruções residuais que prejudicam o retorno do sangue pelas válvulas das veias.
