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Saúde

UFJF busca voluntários com Parkinson para estudo sobre benefícios do tênis de mesa

Projeto do Hospital Universitário da UFJF avalia como o esporte e a fisioterapia podem melhorar o equilíbrio e a mobilidade de pacientes.

Por Redação Diário Local

O Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF) está recrutando 40 pessoas com diagnóstico de Parkinson para participar de um estudo clínico. A pesquisa pretende avaliar os efeitos da prática de tênis de mesa associada à fisioterapia na melhora de condições como equilíbrio, mobilidade, cognição e funcionalidade dos pacientes.

O projeto, intitulado “Movimento que transforma”, visa investigar se o esporte pode contribuir para o tratamento da doença neurodegenerativa. De acordo com o neurologista e professor da UFJF Thiago Vale, o Parkinson é uma condição crônica e progressiva que pode comprometer diversas funções motoras.

A doença afeta cerca de 2% da população mundial acima dos 65 anos, atingindo principalmente os homens. Entre os principais sintomas estão a bradicinesia (lentidão dos movimentos), rigidez, tremor de repouso e instabilidade postural.

Como funciona o estudo?

Os 40 participantes selecionados serão divididos em dois grupos para comparação. Todos os voluntários realizarão sessões de fisioterapia duas vezes por semana.

Metade desses participantes também passará por treinos de tênis de mesa uma vez por semana, com duração de uma hora, ao longo de quatro meses. O objetivo é verificar se a inclusão do esporte traz benefícios adicionais em relação ao tratamento convencional.

Segundo a fisioterapeuta e pós-doutoranda Maria Priscila Wermelinger Ávila, os exercícios são supervisionados e adaptados às necessidades de cada pessoa. Ela explica que esportes de raquete trabalham reflexos e tempo de reação, estimulando a agilidade e o planejamento dos movimentos.

Resultados e novas vagas

A pesquisa está em andamento há cerca de um ano e já apresenta percepções preliminares positivas. Segundo a equipe, 13 pacientes concluíram a participação e outros seis estão no estudo no momento.

Os pesquisadores relatam que os pacientes têm demonstrado evolução na mobilidade e na coordenação motora, além de relatarem uma diminuição no número de quedas. A atividade dinâmica e social do esporte também pode aumentar a motivação para o tratamento.

Para os interessados em participar de futuras etapas, a previsão é de que novas vagas sejam abertas em fevereiro de 2027. Os candidatos devem preencher um formulário eletrônico de inscrição e passarão por uma triagem da equipe do hospital.

Os critérios para participação incluem o diagnóstico de Parkinson, o uso de levodopa no tratamento e a manutenção da pressão arterial controlada durante os treinamentos. Caso o paciente possua outras doenças, estas devem estar em estado leve e controlado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.