Agems define critérios éticos para uso de inteligência artificial em serviços de Mato Grosso do Sul
Nova regulamentação da Agems abrange setores de água, esgoto, transportes rodoviários e distribuição de gás canalizado.
Por Redação Diário Local
A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems) estabeleceu novos critérios éticos para o uso de inteligência artificial em setores regulados no estado. A regulamentação visa normatizar a aplicação de tecnologias de automação e inteligência de dados em serviços essenciais prestados à população.
A medida abrange áreas críticas para o funcionamento urbano, como o abastecimento de água e o tratamento de esgoto. As novas diretrizes também incluem o setor de distribuição de gás canalizado em diversas regiões atendidas pela agência.
O transporte rodoviário é outro setor impactado pela nova normativa. Com a regulamentação, a Agems passa a monitorar como a inteligência artificial é integrada aos processos operacionais e de gestão desses serviços dentro do território sul-mato-grossense.
O objetivo central da agência é garantir que a implementação dessas tecnologias siga padrões de transparência e ética. A norma busca assegurar que a automação de processos não comprometa a qualidade dos serviços prestados aos usuários.
A regulação da inteligência de dados ocorre em um cenário de crescente digitalização de serviços públicos. A Agems pretende ter controle sobre como os algoritmos auxiliam na tomada de decisões operacionais em áreas sensíveis.
Com o monitoramento contínuo, a agência poderá fiscalizar o impacto das ferramentas tecnológicas na eficiência dos sistemas de saneamento e transporte. A integração da tecnologia deve, conforme a diretriz, respeitar os limites éticos estabelecidos pelo órgão.
A medida também busca prevenir falhas sistêmicas ao padronizar o uso de ferramentas automatizadas. Isso é especialmente relevante em serviços de infraestrutura, onde a continuidade e a segurança são prioritárias para a sociedade.
A aplicação das regras deve ocorrer de forma integrada aos processos de gestão das empresas reguladas. O acompanhamento permitirá que a Agems avalie o desempenho técnico dessas novas ferramentas no cotidiano do estado.
