Agentes de Inteligência Artificial devem passar a realizar compras e pagamentos por consumidores
Agentes de IA podem pesquisar, comparar ofertas e concluir transações respeitando os limites definidos por cada usuário
Por Redação Diário Local
Agentes de Inteligência Artificial (IA) devem passar a atuar na pesquisa, escolha e realização de compras em nome dos consumidores. A tecnologia tem o potencial de transformar toda a jornada de consumo, indo além da simples recomendação de produtos para entender a intenção do usuário e comparar ofertas em diferentes ambientes.
O modelo, que considera o uso de agentes para concluir transações, deve operar respeitando as autorizações e os limites de gastos definidos por cada pessoa. Além da IA, o setor de pagamentos deve integrar cada vez mais a biometria e novas funcionalidades do Pix.
Como funcionará o comércio agêntico?
Os agentes de IA poderão conduzir a jornada completa, desde a descoberta do produto até a conclusão do pagamento. Segundo levantamento de especialistas, o sistema deve ser capaz de analisar condições e formas de pagamento para encontrar a melhor opção para o consumidor.
No Banco do Brasil, testes realizados em março mostraram que a infraestrutura para esse modelo já existe, utilizando recursos como a tokenização de cartões — tecnologia que substitui os dados reais do cartão por um código para evitar exposição. O principal desafio atual reside na definição de regras e protocolos para casos de insatisfação com a compra realizada pela máquina.
Quais os desafios para a biometria?
Embés a tecnologia de reconhecimento pela palma da mão já esteja disponível, sua expansão exige adaptação de equipamentos e mudança de hábitos. Empresas como a Positivo Tecnologia e a Treeal buscam facilitar essa transição por meio de módulos de biometria integrados a terminais Android e adaptadores para máquinas já existentes no varejo.
No campo da segurança, embora a biometria palmar ofereça um padrão de proteção elevado por identificar características internas do corpo, especialistas alertam que a tecnologia não é imune a vulnerabilidades. O planejamento adequado é essencial para evitar o surgimento de novas formas de fraude à medida que o uso se popularizar.
O Brasil no cenário de pagamentos
O mercado brasileiro é considerado um dos protagonistas nesse avanço. A Mastercard realizou, em março, transações na América Latina envolvendo compras reais de bens digitais e produtos de consumo feitas por agentes de IA.
O cenário de pagamentos no país tem mudado rapidamente. O pagamento por aproximação, por exemplo, saltou de 13,7% das compras presenciais com cartão em 2021 para 76,2% em 2026. Já o Pix, lançado em 2020, passou a responder por 54,7% das transações no segundo semestre de 2025.
