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Tecnologia

Líderes de tecnologia refutam ideia de que inteligência artificial causará extinção humana

Executivos e cientistas do setor afirmam que riscos existenciais são exagerados e focam em problemas como cibersegurança e desemprego.

Por Redação Diário Local

Líderes do setor de tecnologia e cientistas da computação têm contestado a ideia de que a inteligência artificial (IA) representa um risco de extinção para a humanidade. De acordo com executivos e pesquisadores, embora existam preocupações reais com a segurança, o cenário de um apocalipse tecnológico é exagerado e carece de base prática.

Jensen Huang, CEO da Nvidia, afirmou no domingo (27) que a probabilidade de a IA causar o fim da humanidade até 2030 é de "0%" (zero por cento). Para o executivo, espalhar o medo sobre o tema é uma atitude irresponsável.

Segundo Huang, eventos recentes em que agentes de IA agiram de forma descontrolada ou invadiram sistemas são problemas de engenharia. Ele comparou o estágio atual da tecnologia ao desenvolvimento de produtos que ainda precisam de testes adequados antes do lançamento definitivo no mercado.

Quais são os riscos reais apontados?

Apesar do ceticismo quanto à extinção humana, especialistas apontam que a tecnologia traz desafios significativos. Aidan Gomez, CEO da Cohere, defende que o discurso apocalíptico é "enganoso" e que a verdadeira preocupação deveria ser a segurança nacional.

Para Gomez, a ameaça mais grave é o aumento de ciberataques utilizando ferramentas de IA, especialmente se essas tecnologias forem utilizadas por Estados-nação para operações ofensivas. Ele ressalta que o setor está avançando na capacidade de medir e detectar o desalinhamento de agentes de IA.

Rumman Chowdhury, executiva de segurança da Human Intelligence PBC, também questiona a lógica dos riscos existenciais. Segundo ela, o foco em cenários hipotéticos pode prejudicar a discussão sobre problemas que já afetam a sociedade agora.

Entre os danos concretos citados estão o uso de deepfakes, possíveis impactos na saúde mental e o potencial de perda de postos de trabalho. Para Chowdhury, é necessário manter a atenção nos mecanismos reais de uso da tecnologia.

Reações de especialistas do setor

O cientista da computação Yann LeCun, vencedor do Prêmio Turing, também rejeitou previsões de que a IA destruiria a humanidade em curto prazo. LeCun argumentou que especialistas focados apenas no ambiente digital nem sempre compreendem a complexidade necessária para causar danos em escala global no mundo real.

Clement Delangue, CEO da Hugging Face, também pediu cautela no debate. Após sofrer um ataque cibernético realizado por agentes de IA, o executivo defendeu que é necessário ouvir toda a gama de especialistas e manter a perspectiva sobre o estágio atual da tecnologia.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.