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Projeto de lei quer priorizar uso do gov.br para verificar idade na internet

Proposta de lei busca priorizar plataformas públicas para checar idade mínima e evitar coleta excessiva de dados biométricos e documentos.

Por Redação Diário Local

A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que estabelece como prioridade o uso de plataformas públicas de autenticação, como o gov.br, para a verificação da idade mínima em sites e aplicativos na internet.

O Projeto de Lei 2410/26 altera o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) para garantir que a comprovação de idade ocorra, preferencialmente, por meio da integração com o sistema gov.br ou com cadastros públicos equivalentes vinculados ao CPF.

Nessa modalidade de verificação, as plataformas privadas receberiam apenas a confirmação da faixa etária do usuário. O texto proíbe que as empresas tenham acesso, armazenem ou transmitam o número do CPF ou outros identificadores pessoais dos usuários.

Como funcionará a coleta de dados sensíveis?

A proposta determina que a coleta direta de dados biométricos ou de imagens de documentos por sites e aplicativos só será permitida quando não houver uma alternativa menos invasiva disponível.

Caso sejam utilizados biometria ou documentos digitalizados, o projeto torna obrigatória a adoção de softwares de código aberto, permitindo auditoria e verificação independente. Os dados terão de ser processados localmente ou submetidos a um processo de anonimização irreversível.

Além disso, as imagens coletadas deverão ser apagadas imediatamente após o processo de validação da idade.

Qual o objetivo da proposta?

A deputada Duda Salabert (Psol-MG) afirma que a medida busca reforçar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual sem aumentar os riscos de exposição de dados sensíveis.

De acordo com a parlamentar, o objetivo é aprimorar as regras de verificação de idade para conciliá-las com os direitos à privacidade, à proteção de dados pessoais e à segurança da informação.

O projeto tramita em caráter conclusivo e passará pelas comissões de Comunicação; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.