Setor de aves e suínos olha para 2026 com otimismo após o ano da gripe aviária, diz indústria
Após M&As e o ano da gripe aviária, setor de proteína animal vê margens favoráveis, custos de grãos baixos e exportações em alta em 2026.
Por Diário Local
O setor brasileiro de aves e suínos encara 2026 com otimismo, após um período marcado por fusões e aquisições e pelo chamado ano da gripe aviária, com perspectiva de margens favoráveis e exportações em alta.
O que sustenta o otimismo?
A combinação de custos de grãos mais baixos, com milho e soja em queda, e a demanda externa aquecida melhora a rentabilidade da produção de proteína animal.
Os preços de ração, principal componente do custo, recuaram com a oferta abundante da safra recorde.
Como ficam as exportações?
A ABPA projeta crescimento dos embarques de frango em 2026, que podem chegar a 5,5 milhões de toneladas, com o retorno da China ao mercado.
O setor de suínos também aposta em ampliação de mercados e recuperação de preços médios de exportação.
O risco sanitário ficou para trás?
Não totalmente. O setor segue em alerta para a gripe aviária, mas afirma estar mais bem preparado para eventuais novos focos do que em 2025.
Acordos de regionalização com importadores limitam embargos a áreas afetadas em caso de surto.
E a consolidação do setor?
O movimento de fusões e aquisições reorganizou parte da indústria, fortalecendo grandes grupos e ampliando a escala de produção.
A maior escala tende a melhorar a competitividade no mercado global de carnes.
O desempenho do setor em 2026 dependerá da estabilidade sanitária e do comportamento da demanda interna e externa.
