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Copa 2026: países do mundial têm mais ovelha do que gente e escondem surpresas do agronegócio global

Da produção de cacau da Costa do Marfim ao recorde brasileiro de carne bovina, a Copa do Mundo 2026 une países com forte peso no agronegócio global.

Por Diário Local

Os países da Copa do Mundo 2026 reúnem potências agrícolas globais e guardam curiosidades que vão muito além das quatro linhas. Austrália, Escócia e Nova Zelândia, por exemplo, têm mais ovelhas do que habitantes — e o Brasil mantém laços comerciais com boa parte das seleções do torneio.

Em 2025, o Brasil alcançou um marco histórico ao superar os Estados Unidos como o maior produtor de carne bovina do mundo. O feito consolida a liderança nacional em um setor que conecta o agronegócio brasileiro a mercados de diversas nações presentes no mundial.

A Copa de 2026, sediada nos Estados Unidos, Canadá e México, reúne seleções de países que dominam segmentos inteiros do mercado global de alimentos — alguns como parceiros comerciais diretos do Brasil, outros como concorrentes que influenciam preços e volumes internacionais.

Potências agrícolas entre as seleções

A Costa do Marfim, presente na Copa 2026, é o maior produtor mundial de cacau. O país africano responde por uma fatia expressiva da oferta global da matéria-prima do chocolate — dado que afeta diretamente os custos da indústria alimentícia em todo o mundo.

A Espanha lidera a produção global de azeite de oliva. A seleção ibérica representa um país que concentra grande parte do volume colhido mundialmente, o que o torna um dos maiores exportadores do produto para mercados como o brasileiro.

No Oriente Médio, Arábia Saudita e Egito figuram entre os principais produtores mundiais de tâmaras, fruta central na alimentação regional e de crescente exportação para outros continentes. Ambos disputam a Copa 2026.

O Brasil no mapa das trocas agropecuárias

O Brasil exporta erva-mate para países sul-americanos que também estão no mundial. A bebida, tradicional nas regiões gaúcha e platina, tem nos vizinhos seus maiores mercados consumidores.

O país também importa abacate de nações sul-americanas participantes da Copa e exporta a fruta para parceiros europeus, entre eles os Países Baixos, principal porta de entrada de produtos tropicais para o continente.

O Uzbequistão, outra seleção da competição, mantém comércio agrícola ativo com o Brasil. O país da Ásia Central fornece ao mercado brasileiro uva-passa e fios de algodão, produtos que refletem a vocação histórica da região para o cultivo de uvas e fibras têxteis.

Austrália, Escócia e Nova Zelândia reforçam o peso da pecuária no perfil das seleções da Copa 2026. Os três países registram mais ovelhas do que pessoas em seus territórios — reflexo de economias com longa tradição na ovinocultura para lã e carne.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.