Produção de fertilizantes intermediários no Brasil cai 9,2% em abril, aponta ANDA
Volume de fertilizantes intermediários produzidos no país somou 510 mil toneladas em abril, reflexo da alta nos preços do enxofre.
Por Diário Local
A produção nacional de fertilizantes intermediários registrou queda de 9,2% em abril, totalizando 510 mil toneladas do insumo. O volume é inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, conforme dados divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) nesta terça-feira (7).
No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, a produção alcançou 1,92 milhão de toneladas. O resultado representa uma redução de 14,4% em comparação ao mesmo período de 2025, quando o país produziu 2,24 milhões de toneladas.
A ANDA associou o recuo, principalmente, ao aumento contínuo dos preços do enxofre. O componente é essencial para a produção de fertilizantes fosfatados, segmento que concentra a atividade nacional.
A entidade informou ainda que fatores internos impactaram os números do início do ano. Mudanças na estrutura societária de empresas e a retomada de operações em alguns ativos fizeram com que parte da produção nacional não fosse capturada nos dados do primeiro quadrimestre.
Quanto às entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro, houve uma redução de 6% em abril, somando 2,54 milhões de toneladas. Já no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o setor apresentou crescimento de 1,6%, atingindo 12,3 milhões de toneladas, impulsionado pela safrinha de milho.
Mato Grosso liderou o volume de entregas no quadrimestre, com 3,06 milhões de toneladas, o que representa 24,9% do total nacional. Outros estados com entregas expressivas foram São Paulo, Paraná, Goiás e Minas Gerais, com volumes entre 1,05 milhão e 1,39 milhão de toneladas.
Em contrapartida, as importações de fertilizantes intermediários subiram 10,4% em abril, chegando a 3,05 milhões de toneladas. No acumulado do quadrimestre, o total importado foi de 11,21 milhões de toneladas, uma leve queda de 0,4% em relação ao mesmo período de 2025.
Segundo a ANDA, o aumento nas importações foi influenciado pelo atendimento de uma safrinha mais expressiva. O porto de Paranaguá, no Paraná, permanece como a principal entrada de insumos no país, concentrando 25,4% do total importado pelos portos brasileiros no período.
