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Eriksson culpa bandeira amarela por perder vitória em Xangai: "faltou sorte"

Piloto da Envision liderava a prova quando incidente de Zane Maloney neutralizou a corrida nas voltas finais; Lucas Di Grassi venceu.

Por Diário Local

Joel Eriksson não conseguiu esconder a frustração após perder a vitória no eP de Xangai de Fórmula E. O piloto da Envision terminou em terceiro lugar no domingo (5), atrás de Lucas Di Grassi e Jean-Éric Vergne, e atribuiu o desfecho à bandeira amarela causada pelo abandono de Zane Maloney nas voltas finais.

Largando da 17ª posição, Eriksson adotou uma estratégia de muita gestão de energia no início da prova. Aproveitando o bom rendimento do carro da Envision, conseguiu escalar o pelotão e assumir a liderança na reta final, quando ainda dispunha de uma ativação do Modo Ataque.

A neutralização veio logo após o segundo acionamento do Modo Ataque de Eriksson. Maloney quebrou a suspensão da Lola Yamaha e parou no muro da reta principal, obrigando a exibição da bandeira amarela. Sem conseguir aproveitar os 350 kW de potência disponíveis, o sueco foi superado por Di Grassi — que ainda tinha sua segunda ativação a fazer — e por Vergne na última volta.

"Foi uma corrida muito dura. Tive que lutar muito para me recuperar após largar na parte de trás do grid. Faltou um pouco no fim, a sensação é de que estava com tudo sob controle, mas depois da bandeira amarela a situação mudou", disse Eriksson.

O piloto acredita que teria vencido se a prova terminasse sob bandeira verde. "Acredito que teria conseguido segurar a vitória se tivesse bandeira verde até o fim, mas infelizmente não foi o que aconteceu. Claro que queria um pouco mais, mas ainda estou feliz com esse pódio nessa que talvez seja a corrida mais importante para a equipe", afirmou.

Eriksson lamentou que a neutralização tenha eliminado a vantagem estratégica construída ao longo da corrida. A economia de energia no início da prova foi crucial para sua recuperação, e o carro da Envision respondeu bem quando ele precisou forçar na reta final.

"A estratégia funcionou porque o carro estava muito eficiente e rápido. Consegui forçar bastante na parte final da corrida. Faltou um pouco de sorte com a bandeira amarela, mas a performance foi ótima", concluiu o sueco.

A Fórmula E retorna entre 24 e 25 de julho com a rodada dupla do eP de Tóquio.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.