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MotoGP

Pilotos da MotoGP pressionam por criação de associação para ter mais voz nas decisões

Enea Bastianini afirma que competidores da classe rainha buscam formar um grupo para representar interesses próprios além de fábricas e equipes.

Por Redação Diário Local

Os pilotos titulares da classe rainha da MotoGP estão pressionando pela criação de uma associação própria para garantir maior representatividade nas tomadas de decisão do campeonato. O objetivo é estabelecer um grupo que tenha voz ativa nos rumos da categoria, separada dos interesses de construtores e equipes.

Atualmente, a MotoGP é representada pela MSMA (Associação das Fábricas de Motocicletas Esportivas) e pela IRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida). Segundo o piloto Enea Bastianini, esses dois grupos protegem apenas os interesses de fabricantes e times, deixando os competidores sem um canal direto de negociação.

A formação de uma associação de pilotos é um tema debatido há anos no mundial de motovelocidade. Em momentos anteriores, os competidores chegaram a discutir uma união formal, mas o movimento não avançou devido à falta de unanimidade entre os membros.

O cenário de incerteza em torno do GP do Catar acelerou o movimento de união dos pilotos. A corrida em Lusail, que deveria ocorrer no início do ano, foi adiada para novembro devido aos conflitos no Oriente Médio, gerando dúvidas sobre a viabilidade do evento.

Bastianini informou que os pilotos têm realizado reuniões desde o último fim de semana (25 e 26) para cobrar garantias da organização. Após um primeiro encontro antes de Phillip Island, os titulares voltaram a se reunir nesta semana (3) em Sepang, na Malásia.

O piloto ressaltou que o diálogo está sendo mantido com as equipes, com a Dorna e com Carmelo Ezpeleta. O grupo busca informações concretas sobre a situação do Catar até o fim deste fim de semana (02), pois a organização do calendário depende dessas definições.

Além do impasse no Catar, a indefinição serviu para ampliar o debate sobre o futuro dos competidores na categoria. Bastianini revelou que a busca por garantias tornou-se uma oportunidade para os pilotos entenderem o que desejam para o futuro do esporte.

A ideia é que essa união funcione como uma fundação para o futuro da classe rainha. Para o piloto, a situação atual reforça a percepção de que ser um grupo organizado trará benefícios diretos, permitindo que os competidores tenham mais peso quando decisões importantes forem tomadas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.