Investigado em sindicância na Cedae faz ameaças a presidente e diretores da companhia
Processo de auditoria e corte de R$ 500 milhões no orçamento geraram tensão e necessidade de reforço na segurança da cúpula da estatal.
Por Redação Diário Local
Um investigado em uma sindicância na Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) fez ameaças veladas ao presidente da estatal, Rafael Rolim, e aos novos diretores da companhia. O episódio ocorre no contexto de auditorias internas e revisões de contratos em curso na empresa.
A tensão nos bastidores da estatal foi agravada pelo choque de gestão implementado pela atual administração, que incluiu uma redução de R$ 500 milhões no orçamento da companhia para o ano de 2026. O processo de devassa nos acordos comerciais tem gerado resistência entre os alvos das apurações.
Diante do risco à integridade da cúpula da estatal, a Cedae decidiu acionar o reforço do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para acompanhar as investigações. A inteligência do órgão passa a atuar sob coordenação estratégica da Casa Civil, montando uma estrutura de monitoramento dentro da sede da companhia.
Como medida imediata de proteção aos executivos, a estatal renovou o aluguel de veículos blindados para a diretoria. A contratação foi realizada por meio da adesão a uma ata de registro de preços do próprio GSI, com contrato previsto para o prazo de 36 meses.
Apesar da urgência demandada pela situação de segurança, o novo contrato apresentou uma redução de 40% no valor gasto com a locação dos carros blindados em comparação aos modelos anteriores. A medida foi apresentada como parte do esforço de contenção de gastos da nova gestão.
O secretário-chefe do GSI, Roberto Lisandro Leão, tem a prerrogativa de requisitar qualquer documento técnico, operacional ou financeiro necessário para o andamento dos trabalhos. Todas as irregularidades identificadas durante as auditorias são comunicadas à Controladoria-Geral do Estado (CGE).
O fluxo de apuração prevê que, caso sejam encontrados indícios de infração penal durante o pente-fino, as informações sejam encaminhadas diretamente ao Ministério Público e à Polícia Civil. O objetivo é viabilizar a abertura de inquéritos e a adoção de outras providências legais cabíveis.
As auditorias seguem em curso e visam revisar os mecanismos de controle e a conformidade dos contratos firmados pela companhia estatal.
