Cadela salva recém-nascido abandonado em sofá velho em lote vago de Sabará
Criança com cordão umbilical foi encontrada em lote vago após latidos de cadela chamarem a atenção de trabalhadores.
Por Redação Diário Local
Um recém-nascido foi localizado vivo dentro da estrutura de um sofá velho em um lote vago em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (31). A criança foi encontrada graças aos latidos insistentes de uma cadela abandonada que vivia nas proximidades do terreno.
O bebê, que ainda estava com o cordão umbilical, foi encontrado enrolado em uma toalha e parcialmente coberto por uma blusa de frio. Segundo o empresário Mauro Santana, que ajudou a localizar a criança, o recém-nascido aparentava ter nascido cerca de duas horas antes do achado.
A descoberta ocorreu após a cadela conhecida como Meg, que também vive em situação de abandono na região, não parar de latir em direção ao lote. O comportamento chamou a atenção de funcionários de uma marmoraria vizinha, o que levou ao resgate do bebê.
O sargento Cristiano Queiroz, da Polícia Militar, relatou que a equipe inicialmente acreditou que a criança estivesse em óbito, pois ela estava totalmente imóvel. O socorro foi realizado prontamente assim que os militares perceberam o movimento do recém-nascido.
Como está o estado de saúde do bebê?
O recém-nascido recebeu os primeiros atendimentos na UPA Leste, em Belo Horizonte, onde seu estado de saúde foi considerado bom pela Polícia Militar. Após os cuidados iniciais, ele foi transferido para a Maternidade Odete Valadares para acompanhamento especializado.
A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) informou que a Vara da Infância e Juventude já foi acionada. A instituição permanece responsável pelos cuidados da criança até que a Justiça defina o seu futuro.
O que diz a investigação sobre o abandono?
A Polícia Militar e a Polícia Civil trabalham para identificar o autor do abandono de incapaz, crime previsto no artigo 133 do Código Penal. Uma blusa de frio preta encontrada com a criança foi recolhida para perícia e é considerada uma das principais pistas do caso.
Como não há câmeras de segurança no local, a polícia solicita o apoio da população para identificar possíveis gestantes que utilizem roupas semelhantes. O sargento Cristiano Queiroz reforçou que as autoridades buscam a localização da responsável para os procedimentos legais.
