Bombeiro que fazia segurança de Celina Leão é exonerado após briga com policial em academia
Decisão foi publicada no Diário Oficial do DF após militar ser flagrado com arma durante discussão em academia no último sábado (19)
Por Redação Diário Local
O bombeiro militar Mauro Alves dos Santos Ricardo foi exonerado do cargo de segurança na Casa Militar do Distrito Federal. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) nesta sexta-feira (25).
O militar, de 48 anos, integrava a equipe de segurança externa da governadora Celina Leão, do Partido Progressistas (PP). Ele exercia a função de segurança de instalações, mas estava cedido à Casa Militar.
O desligamento ocorre poucos dias após o profissional ter sido flagrado sacando uma arma durante uma discussão com um policial em uma academia de Águas Claras. O incidente aconteceu no último sábado (19).
Com a publicação da exoneração, o militar deixa de receber a Gratificação Militar de Segurança Institucional (GMSI-2). O benefício é destinado a profissionais que atuam na área de segurança institucional no governo.
Após a saída da Casa Militar, Mauro volta a ficar à disposição do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). O afastamento da equipe de Celina Leão já havia sido determinado na última terça-feira (21).
O incidente na academia
A discussão envolveu o segundo-sargento da Polícia Militar (PMDF), Luis Fernando Andrade de Oliveira, de 43 anos. O embate ocorreu enquanto os dois treinavam em uma unidade na Rua 4 Norte, em Águas Claras.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o bombeiro retirou uma pistola de um armário. O vídeo mostra o militar colocando a arma na cintura antes de continuar o desentendimento.
Segundo o relato da vítima e de testemunhas, o bombeiro teria afirmado que iria pegar o policial "na porrada". Um militar que presenciou parte da discussão advertiu Mauro sobre a conduta inadequada de exibir um armamento e ameaçar outro colega de farda.
Versão do bombeiro
Em depoimento à Polícia Civil, o bombeiro Mauro apresentou uma versão diferente sobre o ocorrido. Ele afirmou que treinava com a namorada quando passou a ser encarado pelo policial, o que teria gerado a discussão verbal.
O militar declarou que se sentiu ameaçado pela postura do sargento e, por esse motivo, foi até o armário onde guardava o equipamento. Ele negou ter sacado a arma com o intuito de ameaçar ou ter apontado o armamento para qualquer pessoa.
Mauro também afirmou em seu depoimento que não proferiu ameaças contra o policial durante o confronto.
A namorada do bombeiro, que foi ouvida como testemunha, confirmou que ele retirou a arma do armário e a colocou na cintura. No entanto, ela relatou não ter visto o armamento ser apontado e não ter ouvido ameaças explícitas.
Segundo o testemunho da namorada, o que ocorreu foi apenas uma troca de palavras em tom de confronto entre os dois homens.
