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Segurança

Polícia Civil faz busca e apreensão em empresas ligadas a desabamento de prédio na Penha

Diligências em São Paulo e no Guarujá visam identificar responsabilidades pelo desabamento que deixou seis mortos na zona leste.

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil de São Paulo cumpriu, nesta quinta-feira (24), oito mandados de busca e apreensão em endereços de empresas ligadas aos investigados pelo desabamento de um prédio na Penha, zona leste da capital. As diligências ocorreram em São Paulo e no Guarujá, no litoral paulista.

Durante as ações, foram apreendidos celulares, computadores e documentos que serão encaminhados para análise pericial. Segundo a delegada titular do distrito policial responsável pelas investigações, Deidiene Fialho Costa Éboli, o objetivo é aprofundar a análise dos fatos e identificar as responsabilidades de cada envolvido.

O que se sabe sobre os investigados

Os principais investigados pelo desabamento possuem mandados de prisão temporária de 30 dias. Ronaldo Vivacqua, apontado como sócio oculto da Construtora New Home, está preso desde o dia 13 de setembro. Já Cristiano Vivacqua, responsável técnico pela obra, e Ísis Brandão, responsável legal da empresa, seguem foragidos.

A Polícia Civil informou que a decretação das prisões levou em conta o fato de os investigados não terem se apresentado espontaneamente para prestar esclarecimentos, além do risco de fuga e de destruição de provas. Os quatro envolvidos podem ser indiciados por homicídio com dolo eventual.

Uma servidora municipal, Viviane Rodrigues de Palma, que atestou a demolição da estrutura existente no local antes do desabamento, também é investigada. Ela prestou depoimento e foi afastada de suas funções administrativas pela Controladoria Geral do Município (CGM).

Histórico do desabamento

O prédio em construção desabou sobre uma casa na Rua Tequici, na Penha, por volta das 2h do dia 12 de setembro. O acidente causou a morte de seis pessoas, entre elas uma mulher grávida. Outras duas pessoas, um homem de cerca de 30 anos e uma criança de 5 anos, foram resgatadas com vida.

A construção já havia sido alvo de medidas da Prefeitura. Em 2019, o município autuou e interditou a obra por falta de alvará e, em 2021, a Prefeitura entrou na Justiça para impedir o avanço da construção.

Investigação por estelionato

Além das mortes, a polícia apura suspeitas de estelionato vinculadas à venda de apartamentos e terrenos ligados às construtoras New Home e Hastiforme. De acordo com as autoridades, mais de dez pessoas relataram prejuízos patrimoniais.

Até o momento, quatro inquéritos foram instaurados no 10º Distrito Policial (Penha) para apurar os casos. A investigação busca entender a atuação de Ronaldo Vivacqua como sócio oculto na aquisição e venda de imóveis, bem como a participação de Cristiano Vivacqua nas vendas dos apartamentos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.