Câmeras mostram empresário saindo de prédio antes de sequestro e morte em Carapicuíba
Imagens de circuito interno mostram Marcelo Magalhães de Almeida antes do desaparecimento ocorrido no dia 16 de julho.
Por Redação Diário Local
Câmeras de segurança de um prédio em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo, registraram o empresário Marcelo Magalhães de Almeida momentos antes de seu desaparecimento, ocorrido na noite de quarta-feira (16). As imagens mostram o homem, de 31 anos, utilizando o elevador e, posteriormente, saindo para a garagem em seu veículo para ser vítima de um crime que resultou em sua morte.
O caso segue sob investigação policial. Um carro blindado de luxo pertencente à vítima foi encontrado abandonado na Rua das Andorinhas, no bairro Ariston. De acordo com o boletim de ocorrência, o veículo foi deixado no local por um colega do empresário, que prestou depoimento às autoridades.
O depoimento do homem que esteve pela última vez com o empresário apresentou três versões diferentes sobre o que teria ocorrido antes do sumiço. Além disso, a Polícia Científica realiza exames para tentar identificar a origem de possíveis marcas de sangue encontradas no interior do carro abandonado.
Segundo a investigação, o crime teria sido motivado por um encontro marcado. Ao chegar ao local combinado, o empresário teria sido rendido por criminosos, amarrado e agredido. Durante a ação, os suspeitos também realizaram o roubo de R$ 3,5 mil via Pix.
A polícia trabalha com a hipótese de que Marcelo vinha sendo monitorado pelos criminosos. Para os investigadores, o homicídio já fazia parte do plano original para evitar que a vítima identificasse os autores, enquanto o roubo do dinheiro teria ocorrido de forma oportunista.
Até o momento, três pessoas foram presas entre a sexta-feira (18) e o domingo (20). Um quarto suspeito de envolvimento no caso morreu após confronto com a Polícia Militar, ocasião em que foram apreendidas armas e drogas com o envolvido.
O corpo do empresário ainda não foi localizado pelas autoridades. Marcelo trabalhava nos ramos de demolição e aluguel de máquinas e equipamentos para construção civil.
A investigação busca agora concluir a identificação do material genético encontrado no veículo e localizar os restos mortais da vítima para esclarecer os detalhes finais da dinâmica do crime.
