Casal suspeito de golpe de R$ 1 milhão contra cafeicultores de Minas é preso em Portugal
Investigados pela Polícia Civil de Minas Gerais são suspeitos de comprar café na Zona da Mata e não pagar os produtores.
Por Redação Diário Local
Um casal de brasileiros foi preso em Portugal sob suspeita de aplicar um golpe de pelo menos R$ 1 milhão contra produtores rurais em Orizânia, na Zona da Mata mineira. A prisão de Kamila Romeiro Gomes, de 46 anos, e Reinaldo Junior Rosa, de 44 anos, ocorreu durante a Operação Expresso Atlântico, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
As investigações apontam que o crime ocorreu durante a safra de 2024. Segundo a polícia, o casal teria comprado grandes quantidades de café de diversos produtores da região, negociando o pagamento para uma data futura. O esquema consistia em comercializar a produção e não realizar o repasse dos valores devidos aos cafeicultores.
Após a comercialização dos grãos, os suspeitos teriam deixado o Brasil com destino a Portugal. O prejuízo estimado aos produtores de café da região de Orizânia é de, no mínimo, R$ 1 milhão. O casal é investigado pelos crimes de estelionato e contra o patrimônio.
A operação de captura contou com a cooperação de órgãos internacionais e nacionais. Além da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a ação teve o apoio da Polícia Federal (PF) e da Polícia de Segurança Pública de Portugal (PSP).
A localização dos investigados foi possível graças ao trabalho de inteligência conduzido pela Delegacia de Polícia Civil de Divino. As investigações permitiram a inclusão de Kamila e Reinaldo na Difusão Vermelha da Interpol (Red Notice), possibilitando o cumprimento das ordens de prisão preventiva decretadas pela Justiça brasileira.
De acordo com informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o caso ainda se encontra na fase de inquérito policial. O processo segue em apuração para determinar a autoria e a materialidade dos fatos.
Caso ocorra o indiciamento dos envolvidos, o Ministério Público deverá avaliar o oferecimento da denúncia à Justiça. Somente após a denúncia é que o caso passará a tramitar como uma ação penal.
Até o momento, não houve informações sobre o processo de extradição dos investigados para o Brasil. A defesa dos suspeitos também não foi localizada para comentar o caso.
