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Meio Ambiente

Cetras de Juiz de Fora já devolveu 857 animais silvestres à natureza em 2026

Unidade de Juiz de Fora já atingiu 92% das solturas registradas em todo o ano de 2025, segundo dados da Feam.

Por Redação Diário Local

O Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de Juiz de Fora já devolveu 857 animais à natureza em 2026. O número, registrado até o dia 31 de agosto, corresponde a 92,2% do total de solturas realizadas durante todo o ano de 2025, quando 929 animais foram destinados à vida livre, conforme dados da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam).

A unidade de Juiz de Fora recebe animais feridos, filhotes, vítimas de maus-tratos e casos de flagrante. Desde 2022, o Cetras já promoveu a devolução de 5.173 animais à natureza. O histórico de solturas inclui 1.423 animais em 2022; 931 em 2023; 1.033 em 2024 e 929 em 2025.

Os processos de recebimento e soltura não ocorrem necessariamente no mesmo período ou com os mesmos indivíduos. Um animal pode passar por avaliação, tratamento e reabilitação por dias ou meses antes de estar apto ao retorno ao habitat natural, dependendo de suas condições de saúde.

Como funciona o processo de reabilitação?

De acordo com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), ao chegar ao centro de triagem, o animal passa por identificação, avaliação clínica e comportamental. Quando necessário, recebe tratamento veterinário para sua recuperação.

A prioridade do centro é a reintrodução do indivíduo na natureza. Caso a soltura não seja possível, o animal pode ser encaminhado para empreendimentos de fauna que possuam autorização para isso. Em Juiz de Fora, o trabalho conta com parcerias de reintrodução, como ocorreu em junho deste ano com o encaminhamento de um tucano, uma curicaca e um bicho-preguiça para o Jardim Botânico da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Atualmente, Minas Gerais possui cinco unidades do Cetras, localizadas em Juiz de Fora, Belo Horizonte, Montes Claros, Patos de Minas e Divinópolis. A gestão da unidade de Juiz de Fora é compartilhada entre o IEF e o Ibama.

O que fazer ao encontrar um animal silvestre?

Encontrar um animal silvestre em ruas ou residências não exige, obrigatoriamente, o seu recolhimento imediato. A recomendação é que o primeiro passo seja não tentar capturar ou tocar no animal, pois ele pode reagir ao se sentir ameaçado, mesmo que pareça dócil.

Não é recomendado oferecer alimentos, uma vez que a ingestão inadequada pode comprometer a saúde e a recuperação do bicho. O resgate deve ser solicitado à Polícia Militar de Meio Ambiente (190) ou ao Corpo de Bombeiros (193). A orientação é essencial para casos de animais feridos, acuados, de grande porte, peçonhentos ou que estejam acompanhados de filhotes.

No caso de filhotes encontrados sozinhos, a orientação é observar a situação antes de qualquer ação, pois os pais podem estar próximos procurando alimento. A retirada desnecessária pode prejudicar o desenvolvimento natural do animal.

Para quem possui animais da fauna silvestre de forma irregular, o IEF informa que existe a opção de entrega voluntária para regularizar a situação. Animais apreendidos em fiscalizações não são devolvidos aos responsáveis pela posse irregular.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.