Líder de facção procurado há 14 anos é preso pela Polícia Militar em Vitória
Bruno Trindade da Silva, conhecido como MM, estava na lista dos criminosos mais procurados do Espírito Santo e atuava no Complexo da Penha
Por Redação Diário Local
Um dos chefes do Primeiro Comando de Vitória (PCV), facção que atua no Espírito Santo, foi preso pela Polícia Militar na noite desta sexta-feira (28), em Vitória. Bruno Trindade da Silva, conhecido como MM, estava foragido há 14 anos e constava na lista dos criminosos mais procurados do estado.
A prisão ocorreu na casa da mãe do investigado, no bairro da Penha, na capital capixaba. Segundo o capitão Secchin, da Polícia Militar, Bruno teria assumido a liderança da facção no Complexo da Penha após a prisão de Fernando Moraes Pereira Pimenta, conhecido como Marujo, ocorrida em março de 2024.
De acordo com a Polícia Militar, o homem costumava transportar criminosos de Vitória para comunidades no Rio de Janeiro, onde eles recebiam treinamento com armas e estrutura do tráfico. O capitão Secchin afirmou que a prisão é importante para o combate ao crime organizado, pois o indivíduo amedrontava moradores e recrutava pessoas para o tráfico.
Envolvimento em ataques a ônibus
Bruno é apontado como um dos responsáveis pelos ataques que resultaram no incêndio de oito ônibus na capital em agosto de 2025. O episódio foi uma retaliação à morte de David Pereira de Jesus, de 21 anos, ocorrida durante um confronto com policiais no bairro da Penha.
Na ocasião do ataque, um veículo de reportagem também foi vandalizado. Segundo o capitão Secchin, o pai de David teria procurado Bruno para organizar os incêndios que geraram o caos na cidade.
Após o cumprimento do mandado de prisão, a Polícia Militar reforçou o policiamento em pontos estratégicos do Complexo da Penha para evitar possíveis retaliações.
Defesa apresenta argumentos
O advogado de Bruno, Igor Giacomin, afirmou que o cliente cumprirá a condenação, mas que há uma discussão na Justiça para tentar rever a decisão. A defesa questiona o regime semiaberto aplicado pelo Tribunal de Justiça, alegando que não foi aplicada uma causa de diminuição de pena na época.
Giacomin ressaltou que a prisão ocorreu na residência do investigado, sem flagrante, e que ele não possui outros mandados ou condenações vigentes. O defensor declarou ainda que o cliente não possui mais envolvimento com o crime.
