Diário Local
Copacabana

Chefe de equipe de segurança relata conduta agressiva de suspeito de matar ciclista em Copacabana

Coordenador de equipe de apoio relatou à polícia que já havia advertido Davi Santos Machado por agressão a morador de rua

Por Redação Diário Local

O coordenador de uma equipe de apoio a comerciantes em Copacabana prestou depoimento à Polícia Civil nesta quarta-feira (26) e afirmou que já havia recebido queixas sobre o comportamento agressivo de Davi Santos Machado. O homem é investigado pela morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, morto após ser espancado no bairro.

Em depoimento à 12ª DP (Copacabana), Aluísio da Silva Filho relatou que já havia advertido Davi em uma ocasião anterior, após o segurança agredir um morador de rua. O coordenador afirmou que o serviço prestado pelo grupo era de apoio aos estabelecimentos locais e não de segurança ou patrulhamento pela região.

Aluísio, que atua na região há mais de 25 anos, confirmou ser o responsável pela coordenação de quatro pessoas, o que inclui a contratação, a escala de trabalho e a fiscalização dos integrantes. Segundo ele, as decisões sobre a equipe eram tomadas em comum acordo com os proprietários dos locais contratantes.

Como funcionava a equipe de apoio

De acordo com o depoimento, o processo de contratação dos apoiadores não exigia qualquer tipo de experiência prévia, curso de formação, habilitação profissional ou apresentação de certidão de antecedentes criminais. A escala de trabalho era organizada por meio de um grupo de mensagens e os pagamentos eram feitos semanalmente pelos comerciantes.

O coordenador reforçou que os integrantes não tinham permissão para abordar ou seguir suspeitos, realizar revistas pessoais, reter objetos ou impedir que pessoas deixassem um local. A orientação dada era a de acionar o 190 em casos graves, sem o uso de força física ou equipamentos como cassetetes e bastões.

Aluísio negou ter conhecimento da existência de bastões ou porretes durante a prestação do serviço e afirmou que não foi avisado sobre o momento exato das agressões contra o ciclista. Ele declarou que soube do episódio dias depois, por meio de um homem identificado como João.

Investigação sobre a morte de ciclista

A investigação aponta que o caso ocorreu na madrugada de 12 de agosto (12), quando Cláudio Rafael foi acusado injustamente de roubar uma bicicleta. Segundo as autoridades, o ciclista foi alvo de 63 pauladas e morreu horas depois em um hospital, em decorrência de traumatismo craniano e hemorragia interna.

Além de Davi, a Polícia Civil investiga a participação de Jorge Luiz Ricardo Dias, Felipe Eduardo dos Santos Silva e Aílton José da Silva. Os três também estão presos e são investigados por envolvimento no espancamento de Cláudio Rafael.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.