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Segurança

Vítima de cárcere privado em Águas Lindas vai se mudar para o DF com os filhos

Emiliane Carvalho, que foi mantida acorrentada pelo ex-marido, terá acesso a programas de assistência social e proteção na capital.

Por Redação Diário Local

Emiliane Tamara Nunes Carvalho, de 24 anos, que foi mantida em cárcere privado por cinco dias pelo ex-marido em Águas Lindas de Goiás, vai se mudar para o Distrito Federal com os dois filhos. A decisão foi tomada pela vítima para garantir sua segurança e possibilitar o acesso a programas de assistência social oferecidos pela capital federal.

A decisão foi detalhada pela própria Emiliane após uma reunião realizada nesta quarta-feira (26) com a governadora do Distrito Federal, Celina Leão. A jovem relatou que a mudança oferece uma nova possibilidade de vida, já que não possuía condições financeiras para sair de Goiás sozinha com as crianças.

Durante o encontro, a governadora Celina Leão garantiu que a mulher terá suporte do Governo do Distrito Federal (GDF). O pacote de proteção inclui o benefício de aluguel social para garantir residência, o programa Viva Flor e acompanhamento psicológico especializado.

O caso de sequestro ocorreu no dia 17 de agosto, na região da Morada da Serra. Segundo a Polícia Militar de Goiás (PMGO), a jovem foi sequestrada pelo ex-companheiro após sair de uma clínica e foi mantida sedada em um cativeiro durante cinco dias.

O resgate foi efetuado pela equipe da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) Entorno Oeste. A polícia abordou o suspeito em via pública; durante a ação, ele teria tentado fugir e resistido à prisão, mas acabou detido pelos agentes.

Antes do crime, Emiliane havia solicitado medidas protetivas contra o ex-marido, Ailton Rodrigues de Souza, mas o pedido foi negado pela Justiça de Goiás. O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) justificou o indeferimento na época por falta de elementos que comprovassem a autoria de episódios de danos e invasões relatados pela vítima.

Segundo o histórico do processo, o Ministério Público havia opinado pelo indeferimento das medidas em 2026, após a mulher relatar danos a câmeras e lançamentos de artefatos próximos à sua casa. O tribunal alegou que não havia provas concretas que vinculassem o ex-marido aos fatos, mas ressalvou que um novo pedido poderia ser feito em caso de novos eventos.

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) explicou ainda que, em anos anteriores, a mulher já havia aberto mão de medidas protetivas em um inquérito policial, o que levou ao arquivamento de processos anteriores por decisão judicial.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.