Chileno acusado de estelionato é preso pela PF em São Paulo para extradição
Hernán Marcelo Herrera Acevedo tratou câncer no Brasil e foi transferido pela Polícia Federal para viabilizar o processo de extradição.
Por Redação Diário Local
O chileno Hernán Marcelo Herrera Acevedo, de 58 anos, foi preso pela Polícia Federal (PF) em São Paulo nesta quarta-feira (30) para viabilizar sua extradição ao Chile. O investigado, acusado de liderar um esquema de estelionato, estava sob custódia no Brasil para tratamento de saúde, o que havia adiado o processo de transferência.
A Polícia Federal informou que a transferência para o regime fechado ocorreu para garantir a segurança logística da extradição. Até o momento, não há informações atualizadas sobre o estado de saúde de Acevedo, que foi recolhido em São Paulo para a organização da viagem final ao país sul-americano.
O investigado tratou epilepsia e um câncer retal no Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), em Santa Catarina. Devido ao estado de saúde debilitado, ele havia conseguido na Justiça o direito à prisão domiciliar humanitária, com uso de tornozeleira eletrônica, para realizar cirurgia e recuperação.
A internação para o tratamento oncológico ocorreu no último dia 21 de agosto. Antes disso, em agosto de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão preventiva do chileno para fins de extradição, após o Ministério da Justiça identificar um processo de naturalização em nome dele no Brasil.
Acusações e esquema financeiro
Herrera Acevedo acumula 17 condenações no Chile por crimes de fraude e estelionato cometidos entre os anos de 2012 e 2020. Segundo as investigações, ele liderava um esquema que captava investidores por meio de promessas de retornos falsos em empreendimentos hoteleiros e imobiliários.
O investigado ficou conhecido por organizar eventos chamados “Café dos Empreendedores”. Nesses encontros, ele oferecia oportunidades de negócios que prometiam liberdade financeira, mas que funcionavam como uma pirâmide, onde os próprios investidores atraíam novas vítimas para o esquema.
De acordo com a promotoria chilena, o montante faturado com as fraudes é estimado em cerca de US$ 10 milhões. O pedido de extradição já havia sido julgado procedente pela Primeira Turma do STF em novembro.
A localização do estrangeiro no Brasil foi identificada após os crimes serem registrados em território chileno. A extradição deve ser concluída nos próximos dias, conforme o cronograma de logística da Polícia Federal.
