Chuvas no Rio Grande do Sul deixam duas mortes e afetam mais de 527 mil pessoas
Temporais que atingem o estado desde sexta-feira (18) causam danos em 146 municípios, com centenas de desabrigados e feridos.
Por Redação Diário Local
Uma sequência de temporais que atinge o Rio Grande do Sul desde a última sexta-feira (18) deixou duas mortes, três feridos e três pessoas desaparecidas até esta terça-feira (22). Segundo balanço oficial da Defesa Civil, o fenômeno climático já afetou mais de 527 mil pessoas em 146 municípios gaúchos.
O boletim atualizado confirmou o óbito de uma adolescente em Caxias do Sul, que estava desaparecida. Além da confirmação da morte, as equipes de resgate seguem em busca de outras três pessoas que continuam desaparecidas na região da Serra Gaúcha.
O estado também contabiliza três feridos nos municípios de Aceguá, Caxias do Sul e Santa Maria. O balanço divulgado nesta terça-feira (22) detalha que a instabilidade climática provocou estragos generalizados por diversas regiões do estado.
A intensidade das chuvas e dos ventos causou o deslocamento de milhares de moradores. Atualmente, o Rio Grande do Sul registra 413 pessoas desabrigadas e 2.732 desalojadas em decorrência dos eventos meteorológicos.
Danos na infraestrutura e ventos fortes
A infraestrutura pública e privada foi severamente atingida. A Defesa Civil confirmou danos em 38 estabelecimentos de ensino e em 17 unidades de saúde espalhadas pelas áreas mais afetadas pelas intempéries.
Desde o início das ocorrências, nesta sexta-feira (18), foram registrados 151 incidentes graves relacionados a vendavais e tempestades. As rajadas de vento atingiram marcas elevadas, como os 113,7 km/h registrados no município do Rio Grande e os 89 km/h em Pelotas.
As equipes de resgate mantêm o atendimento contínuo às comunidades que sofrem com a destruição. Os órgãos de segurança e de assistência social permanecem em alerta máximo para monitorar os impactos nos municípios gaúchos.
O cenário de destruição e prejuízos estruturais segue sendo acompanhado pelas autoridades competentes. O foco das operações permanece na busca por desaparecidos e no suporte às famílias que perderam suas moradias.
