Casal é condenado por tentativa de homicídio contra motorista de van escolar em Uberlândia
Wallace Rudson Fernandes Dantas e Micaelly Lorrane Santos Oliveira receberam penas de oito anos e sete anos pelo crime ocorrido em 2025.
Por Redação Diário Local
Um casal foi condenado nesta terça-feira (11) em Uberlândia pela tentativa de homicídio contra um motorista de van escolar. Wallace Rudson Fernandes Dantas recebeu a pena de oito anos e três meses de prisão em regime fechado, enquanto Micaelly Lorrane Santos Oliveira foi sentenciada a sete anos e seis meses em regime semiaberto.
O crime ocorreu no dia 20 de fevereiro de 2025, nas proximidades da Escola Municipal Sebastiana Silveira Pinto, no bairro São Jorge. Na ocasião, o motorista foi surpreendido por disparos de arma de fogo no momento em que parava o veículo em frente à escola para buscar alunos ao fim do turno.
O ataque causou pânico e correria entre funcionários e pessoas que estavam nas imediações da unidade de ensino. Uma testemunha relatou na época que o barulho dos tiros inicialmente foi confundido com o som de bombinhas, mas o alvoroço se instalou quando as pessoas perceberam a gravidade da situação.
Apesar dos disparos, o motorista da van não ficou ferido. Nenhum estudante ou servidor da Escola Municipal Sebastiana Silveira Pinto também foi atingido pelo ataque, que aconteceu em uma rua próxima à instituição.
Após o ocorrido, os profissionais da escola acionaram o botão de pânico do aplicativo "Escola Protegida", segundo informações da Secretaria Municipal de Educação. A Polícia Militar (PM) foi chamada e compareceu ao local para atender a ocorrência.
Na data do crime, as atividades escolares na unidade não precisaram ser interrompidas. O motorista chegou a ser liberado pelas autoridades para dar continuidade ao trabalho e realizar o transporte dos alunos para suas casas.
Durante o julgamento, Wallace afirmou que pretendia apenas assustar o motorista. Ele declarou que, se tivesse a real intenção de matar a vítima, teria utilizado uma quantidade maior de munições.
Apesar dos argumentos da defesa, o júri manteve as acusações contra os dois réus. Para Wallace, foram reconhecidos os agravantes de motivo fútil, perigo comum e dificuldade de defesa da vítima.
No caso de Micaelly, o júri reconheceu o crime cometido por motivo fútil e perigo comum.
