Condenado por homicídio no Espírito Santo é preso em Portugal após alerta da Interpol
Paulo Álvaro Marques Cezário foi localizado em Lisboa e deve ser extraditado para o Brasil até esta sexta-feira (16).
Por Redação Diário Local
Um homem condenado a 12 anos de prisão por homicídio em Barra de São Francisco, no Noroeste do Espírito Santo, foi preso em Lisboa, em Portugal. Paulo Álvaro Marques Cezário foi localizado após ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localizar pessoas procuradas internacionalmente.
A prisão ocorreu no dia 3 de setembro (3). No dia seguinte à detenção, o condenado passou por audiência no Tribunal da Relação de Lisboa e consentiu com a extradição para o Brasil.
A Justiça portuguesa homologou a entrega do homem para fins de extradição simplificada, conforme decisão da 1ª Vara Criminal de Barra de São Francisco. O prazo estabelecido para que a Polícia Federal conclua a remoção do condenado é até esta sexta-feira (16).
A Secretaria de Estado da Justiça do Espírito Santo (Sejus) informou que recebeu a decisão judicial e confirmou que o homem será encaminhado para uma unidade prisional de regime fechado. O juiz responsável pelo caso determinou que a Sejus indique o local de destino em até 48 horas.
A decisão também estabelece que a Polícia Federal e a administração penitenciária informem à Justiça sobre a chegada do condenado ao estado. O objetivo é viabilizar a realização de uma audiência de apresentação ou custódia.
O homicídio que motivou a condenação ocorreu em agosto de 2021, no bairro Colina, em Barra de São Francisco. Segundo denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Paulo e outros dois acusados realizaram uma emboscada contra a vítima, Uéliton Lima de Oliveira.
De acordo com as investigações, Uéliton foi atingido por disparos de arma de fogo enquanto estava desarmado. A vítima chegou a prestar depoimento em vídeo à polícia enquanto estava internada, mas morreu antes de ser levada a júri popular.
A motivação do crime, segundo o Ministério Público, foi uma disputa pelo controle do tráfico de drogas na região. Os envolvidos suspeitavam que a vítima havia se associado a um traficante preso na Bahia para retomar a atividade criminosa no bairro.
