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Justiça

Condenado por morte de médica pode ir para regime semiaberto em maio de 2027

Hilário Frasson, ex-policial civil, tem previsão de progressão para o regime semiaberto em maio de 2027, segundo dados de execução.

Por Redação Diário Local

O ex-policial civil Hilário Antônio Fiorot Frasson, condenado como mandante do assassinato da médica Milena Gottardi, tem previsão de progressão para o regime semiaberto em maio de 2027. Segundo dados de execução da pena, o condenado já cumpriu 11 anos e seis meses de reclusão e restariam aproximadamente nove meses para atingir o tempo necessário para o benefício.

O cálculo do tempo de prisão contempla uma redução de 928 dias na pena de Frasson, o que equivale a dois anos e seis meses, contada desde sua prisão em setembro de 2017. Além disso, a Justiça reconheceu recentemente uma nova redução de 36 dias no total da pena, que foi fixada em 31 anos, três meses e 22 dias de reclusão.

Para obter a progressão, o ex-policial precisa cumprir requisitos adicionais, como apresentar bom comportamento carcerário e passar por exame criminológico. De acordo com as informações do processo, Frasson apresenta bom comportamento e exerce atividades de trabalho diariamente na unidade prisional.

No regime semiaberto, o detento pode trabalhar fora da unidade prisional durante o dia, desde que obtenha autorização judicial e cumpra as demais condições impostas pela Justiça. A defesa do ex-policial foi procurada para comentar o caso, mas não enviou resposta até a publicação desta matéria.

O crime ocorreu em 14 de setembro de 2017, no estacionamento do Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam), em Vitória. Na ocasião, Milena Gottardi, que atuava como pediatra oncológica, foi abordada por um homem armado que simulou um assalto para disparar contra a médica.

De acordo com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), a motivação do crime foi o fato de Hilário não aceitar a separação do casal. Para garantir a eficácia das investigações, a Polícia Civil manteu o caso sob sigilo, evitando que o então assessor técnico da Chefia da Polícia Civil tivesse acesso às provas produzidas pela Delegacia Especializada em Homicídios Contra a Mulher (DHPM).

Outros condenados no processo

Além de Frasson, outras cinco pessoas foram condenadas pelo homicídio. O executor foi identificado como Dionathas Alves Vieira; Bruno Broetto forneceu a motocicleta utilizada no crime; Valcir da Silva Dias e Hermenegildo Palauro Filho atuaram como intermediários; e Esperidião Frasson, pai de Hilário, também foi apontado como mandante.

Dos seis envolvidos, apenas Bruno Broetto deixou o sistema prisional após obter livramento condicional, em outubro de 2025. Os outros cinco condenados permanecem presos, sendo que os ocupantes das vagas Hermenegildo e Esperidião já possuem mais de 60 anos de idade.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.