Contato físico é a principal linguagem do amor entre brasileiros, aponta pesquisa
Levantamento do aplicativo Happn revela que 42% dos solteiros preferem o toque, mas prioridades mudam com a idade.
Por Redação Diário Local
O contato físico é o jeito favorito de receber carinho para 42% dos solteiros, segundo uma pesquisa realizada pelo aplicativo Happn. O levantamento revela que as preferências por diferentes formas de demonstração de afeto mudam conforme a idade e o gênero dos participantes.
De acordo com o estudo, o comportamento masculino apresenta maior estabilidade ao longo do tempo. Os homens tendem a manter o foco no abraço e no beijo, independentemente da fase da vida em que se encontram.
Já as mulheres apresentam uma mudança significativa de prioridades a partir dos 26 anos. Para o grupo entre 26 e 35 anos, o apoio em tarefas da rotina, a atenção aos detalhes e o carinho por meio de presentes ganham o mesmo peso que o toque físico.
O levantamento indica que, com o amadurecimento, essas mulheres passam a valorizar mais as atitudes práticas no cotidiano para se sentirem amadas. Esse comportamento reflete uma transição na forma como o afeto é percebido e processado.
Como funcionam as diferenças de linguagem?
A pesquisa mostra que existe um descompasso comum entre a forma como as pessoas demonstram amor e como elas preferem recebê-lo. Cerca de 29% dos entrevistados utilizam o contato físico para expressar carinho, enquanto 27% preferem o uso de elogios e conversas profundas.
Essa divergência de linguagens costuma gerar atritos nos relacionamentos, especialmente quando um parceiro espera uma atitude específica que o outro não pratica. Entre os jovens de 18 a 25 anos, o padrão de distinção é evidente.
Nessa faixa etária, as mulheres preferem demonstrar sentimentos por meio de mensagens e elogios. Em contrapartida, os homens da mesma idade apostam no contato físico como principal forma de demonstrar afeto.
Como resolver os desencontros?
Para solucionar esses conflitos de expectativa, 35% dos entrevistados afirmam que a melhor saída é o diálogo aberto sobre o que cada um espera do parceiro. Outros 31% dos participantes preferem observar o comportamento do outro antes de tomar qualquer atitude.
O estudo também aponta o impacto da falta de acolhimento: 31% confessam que perdem o interesse pelo parceiro gradualmente quando não se sentem cuidados. Por outro lado, a flexibilidade é um fator de equilíbrio para a maioria.
Segundo os dados, 52% das pessoas conseguem ser flexíveis na linguagem do amor se o restante do relacionamento funcionar bem. O estudo sugere que o segredo para o equilíbrio é o entendimento das necessidades do outro e a busca por um meio-termo.
