Corpo de cozinheira desaparecida em Ubatuba deve passar por perícia de três dias no IML
Processo de identificação oficial de Berenice Ramos de Aguiar deve durar até três dias; filho reconheceu vítima por tatuagem
Por Davy Albuquerque
A Polícia Civil localizou o corpo da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, que estava desaparecida desde o fim de junho. O cadáver deve permanecer no Instituto Médico Legal (IML) por até três dias para a conclusão do processo de identificação oficial, devido ao avançado estado de decomposição encontrado pelos especialistas.
O reconhecimento inicial da vítima foi realizado pelo filho de Berenice por meio de uma fotografia de uma tatuagem. Entretanto, a confirmação pericial seguirá protocolos técnicos que incluem a análise de impressões digitais, a comparação da arcada dentária e, caso necessário, o exame de DNA.
A investigação aponta que a localização do corpo ocorreu dentro de uma área delimitada pelos policiais, baseada no trajeto percorrido pela caminhonete de Eliane Alves dos Santos, de 46 anos. A empresária está presa temporariamente e é investigada por suspeita de homicídio relacionado ao caso.
Vestígios de sangue e perícia
A perícia confirmou a presença de vestígios de sangue na caminhonete da investigada após o uso de luminol, um reagente químico que detecta manchas invisíveis a olho nu. Segundo os peritos, a maior concentração de material biológico foi encontrada no banco do carona do veículo.
Durante o cumprimento de mandados, os agentes também identificaram no veículo marcas de reparos compatíveis com danos provocados por disparos de arma de fogo. Na residência da suspeita, foram apreendidos dois celulares e três armas registradas.
Berenice foi vista pela última vez no dia 30 de junho (30), no bairro Ubatumirim, em Ubatuba (SP), após deixar o restaurante onde trabalhava. A polícia busca agora concluir os laudos periciais para entender a dinâmica do crime.
Contradições na versão da suspeita
A Polícia Civil identificou divergências entre o depoimento de Eliane e as provas técnicas. Embora a empresária tenha afirmado que deixou a cozinheira no bairro Toninhas, imagens de câmeras de segurança e radares mostraram que a caminhonete seguiu em direção a Paraty (RJ), pela Estrada do Pasto Grande.
Em áudio divulgado pela família durante o início das buscas, o filho da vítima, José Carlos de Faria, questionou a patroa sobre o paradeiro da mãe. Na gravação, a empresária alegou ter realizado um acordo trabalhista de R$ 2,6 mil e deixado a funcionária em um ponto de ônibus após o encerramento do contrato.
