Santuário do Cristo Redentor planeja construção de Via Sacra com ajuda de fiéis
Projeto prevê 14 estações no trajeto da escadaria do Corcovado e busca arrecadação com a participação de fiéis
Por Redação Diário Local
O Santuário Cristo Redentor planeja a construção de uma Via Sacra para ocupar os patamares da escadaria que conduz ao topo do Corcovado. O projeto, anunciado pelo reitor do Santuário, padre Omar Raposo, prevê a instalação de 14 estações que representarão o trajeto de Jesus, sendo que a própria imagem do monumento será considerada a 15ª estação, simbolizando a ressurreição.
A iniciativa busca um modelo de financiamento baseado na participação direta dos fiéis. A ideia é repetir a estratégia adotada nos anos 1920, quando a Igreja Católica promoveu uma campanha de arrecadação de recursos para a construção do próprio Cristo Redentor. Como forma de reconhecimento, os nomes dos colaboradores deverão ser inscritos na parte posterior das peças.
As novas peças da Via Sacra deverão seguir o padrão estético do monumento, sendo revestidas com mosaicos de pastilhas de pedra-sabão. Segundo o padre Omar, documentos históricos indicam que a execução desse projeto já fazia parte da proposta original do monumento.
Quais são os próximos projetos para o monumento?
O planejamento para os próximos anos inclui uma série de ações culturais e turísticas voltadas para o centenário do Cristo Redentor, que completa 95 anos nesta segunda-feira (12). Entre as novidades anunciadas estão a inauguração do Museu do Cristo, no Centro de Visitantes Paineiras, e a realização de uma exposição internacional itinerante.
Também está prevista a promoção da 'Corrida do Cristo', com 27 etapas em território nacional e três etapas no exterior, incluindo França, Itália e Portugal. O objetivo, segundo o reitor, é valorizar as atividades do monumento e fortalecer sua presença como plataforma de comunicação e investimento.
Qual o impacto econômico e turístico do Cristo?
Além do aspecto religioso, o Cristo Redentor exerce um papel central na economia do Rio de Janeiro. Um estudo de impacto econômico realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) constatou que o monumento gera R$ 1,4 bilhão por ano para a cidade, fazendo com que o turista permaneça um dia a mais no Rio.
O fluxo turístico é monitorado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que contabilizou 2,85 milhões de visitantes no Corcovado no ano passado. Atualmente, o local passa por obras de infraestrutura, incluindo a instalação de elevadores inclinados, com previsão de conclusão para o fim de maio de 2027.
Até o momento, a capacidade de visitas simultâneas ao monumento foi reduzida em 50% devido às intervenções. As antigas escadas rolantes foram desligadas, e o acesso para pessoas com mobilidade reduzida é realizado por meio de cadeiras escaladoras disponíveis no local.
