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Deolane teria usado contatos de policiais ligados ao PCC para intimidar delegada

Segundo delegada que investigou a influenciadora, Deolane mostrou nomes de agentes salvos no celular após busca e apreensão, dois deles posteriormente presos por envolvimento com facção.

Por Diário Local

A delegada Maria Corsato, responsável por investigações contra a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, revelou que a influenciadora teria utilizado contatos de policiais ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) para intimidá-la após cumprimento de mandados de busca e apreensão. O relato foi feito em entrevista ao podcast Café com Pires.

Em 2022, Corsato comandou a operação que apurou a participação de Deolane e outros influenciadores em uma casa de apostas esportivas on-line. Após o cumprimento dos mandados em junho daquele ano, a influenciadora compareceu à porta da delegacia exigindo a devolução de bens apreendidos.

Segundo a delegada, Deolane abriu uma transmissão ao vivo e mostrou no celular o contato de diversos policiais, apontando-os como amigos seus. "Ela e a irmã dela queriam que eu devolvesse o carro apreendido. Então pegou o celular dela, abriu o WhatsApp: 'tá vendo, ele é meu amigo, ele é meu amigo, ele é meu amigo…' e mostrou os nomes de vários policiais", detalhou Corsato.

Policiais presos por envolvimento com PCC

De acordo com a delegada, pelo menos dois dos policiais cujos nomes foram exibidos por Deolane foram presos um mês depois por envolvimento com o PCC. A operação revelou, portanto, que alguns dos contatos utilizados pela influenciadora para intimidação tinham conexões com a facção criminosa.

Durante a transmissão ao vivo, Deolane acusou Corsato de abuso de autoridade e afirmou aos seguidores que tomaria medidas legais contra os policiais responsáveis pela apreensão. "Ela ficou na porta da delegacia fazendo uma live: 'Eu tô aqui no 27º DP, onde a delegada fulana cometeu o crime de abuso de autoridade, não entregou meu carro, ela tá me perseguindo'", recordou a delegada.

Repercussão na rede social

Na época do incidente, Deolane tinha aproximadamente 16 milhões de seguidores. A transmissão ao vivo motivou ataques contra a delegada Corsato nas redes sociais. "Quando ela abriu a live, ela tinha 16 milhões de seguidores. Tem ideia de quantas pessoas começaram a me atacar na minha pequena rede social de 200 pessoas, só família e amigos?", relatou a delegada ao podcast.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.