Polícia Civil investiga diretora de escola municipal por suspeita de castigo contra aluno em Caxambu
Caso envolve uma criança de 10 anos em uma escola municipal; servidores foram afastados e a Polícia Civil apura as circunstâncias
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil investiga uma suspeita de violência contra uma criança de 10 anos em Caxambu, no Sul de Minas. Uma diretora da Escola Municipal Padre Correia de Almeida é acusada de ter obrigado o aluno a beber a própria urina como forma de castigo em um episódio ocorrido na quarta-feira (13).
As informações constam em relatório elaborado pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). De acordo com o documento, o caso teve início após o menino urinar em uma garrafa dentro da escola e oferecer o conteúdo a uma colega.
Uma professora teria percebido a situação, impedido que a outra criança ingerisse o líquido e encaminhado o aluno para a sala da direção. O relatório indica que, durante a conversa, a diretora teria se exaltado, proferido xingamentos e batido na mesa.
Na sequência, a profissional teria obrigado o menino a ingerir a própria urina por duas vezes como forma de punição. O ato teria sido presenciado por duas servidoras da unidade escolar, conforme detalha o documento do CREAS.
A investigação aponta que a diretora chegou a comunicar o comportamento do aluno ao Conselho Tutelar. No entanto, ao relatar a ocorrência, ela não teria mencionado o castigo aplicado dentro da unidade de ensino.
O episódio chegou ao conhecimento da Secretaria Municipal de Educação por meio de uma denúncia anônima. Após tomar ciência do caso, a pasta acionou os órgãos que integram a rede de proteção à criança e a Polícia Civil para apurar as circunstâncias e ouvir testemunhas.
Providências da Prefeitura de Caxambu
Em nota, a Prefeitura de Caxambu informou que adotou medidas para resguardar os envolvidos e que os supostos autores do fato foram imediatamente afastados de suas funções. O município também confirmou a instauração de um processo administrativo para analisar o ocorrido.
A administração municipal afirmou que o procedimento seguirá os princípios do contraditório e da ampla defesa, mantendo o sigilo necessário para proteger a identidade da criança. A prefeitura declarou que permanece colaborando com as autoridades competentes nas investigações.
