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Comportamento

Encontros presenciais ganham força entre diferentes gerações de brasileiros

Busca por conexão humana e atividades longe das telas é tendência observada pela psicologia e pelo comércio.

Por Redação Diário Local

A busca por encontros presenciais tem ganhado força entre brasileiros de diversas faixas etárias, impulsionada pelo desejo de conexão humana e pela necessidade de reduzir o tempo de exposição ao ambiente digital. A tendência busca combater o isolamento e a dependência de algoritmos para privilegiar o contato direto.

A dinâmica do movimento varia conforme a geração, segundo a psicóloga Thays Babo. Os integrantes da Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) ainda demonstram maior segurança no ambiente digital, apesar de estarem interagindo mais fisicamente. Já a Geração X (nascidos entre 1965 e 1980) tem organizado com mais frequência eventos presenciais para evitar o isolamento.

O movimento de retorno ao convívio físico também já é percebido no setor comercial. No bairro Barro Vermelho, em Vitória (ES), a proprietária do restaurante Caçarola Bistrot, Bia Del Maestro, relata que, após a pandemia, houve um retorno ao presencial que tem se intensificado tanto entre jovens quanto entre idosos.

Dados reforçam essa percepção de busca por interação. Um levantamento encomendado pela Heineken, em parceria com a Box 1824, ouviu mais de mil brasileiros e conectores culturais. O estudo constatou que 52,6% do público afirma que o "olho no olho" é o que mais recarrega a bateria social.

Por que a busca pelo contato físico cresce?

A motivação passa pela busca de experiências que as redes sociais não conseguem replicar. Para a social media Adryelle Santana, de 29 anos, o contato direto reabastece a energia, enquanto as redes sociais podem gerar uma falsa sensação de socialização ao manter o usuário presente apenas via atualizações de informações.

A psicóloga Roberta Valory observa que os encontros presenciais atendem a uma necessidade humana básica de conexão. De acordo com a especialista, é por meio das relações físicas que se desenvolvem habilidades sociais e se fortalecem os vínculos afetivos, desde a infância até a velhice.

Essa necessidade de fortalecer laços também é evidente em grupos de amizade de longa data. É o caso da bióloga Raquel Spinassé e suas amigas, que mantêm o vínculo de 22 anos por meio de viagens bianuais programadas para os meses de julho e dezembro, visando garantir a conexão que o contato apenas online não supre.

Além disso, a busca por desconexão tem impulsionado novos modelos de lazer e trabalho. A fotógrafa Thais Carletti, de 36 anos, relata um aumento na procura por oficinas de atividades manuais, como colagem e escrita, em seu ateliê, oferecendo horas de convivência longe do uso de celulares.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.