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Distrito Federal

Acúmulo de móveis sem uso em escola da Asa Norte eleva risco de escorpiões no DF

Depósito de materiais sem utilidade em colégio da Asa Norte preocupa por possibilidade de atrair animais peçonhentos.

Por Diário Local

O acúmulo de materiais sem uso no Centro de Ensino Médio Paulo Freire, localizado na Asa Norte, tem gerado preocupação com o risco de aparecimento de animais peçonhentos, como escorpiões. No colégio, itens como computadores, cadeiras, impressoras e armários sem aproveitamento estão sendo armazenados em salas, e materiais quebrados ocupam parte da área externa.

O Movimento Salve o Rio Melchior enviou um comunicado à Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) alertando sobre o perigo que o acúmulo de materiais inservíveis representa para alunos e servidores. O risco de picadas de escorpião é o principal ponto de atenção, visto que os casos vêm aumentando em todo o Distrito Federal.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), foram registrados mais de 6 mil incidentes com escorpiões na capital federal entre janeiro de 2025 e junho de 2026.

O que diz a Secretaria de Educação?

Em resposta ao alerta do movimento, a SEEDF informou, em despacho de 30 de junho, que a responsabilidade de comunicar a necessidade de retirada de materiais sem uso é das próprias unidades escolares. Segundo a pasta, o procedimento de descarte exige uma ação coordenada entre os colégios e diferentes esferas do órgão.

O fluxo administrativo para o recolhimento envolve a identificação dos bens pelas escolas, comunicação às respectivas Unidades de Apoio (UNIAGs), organização para retirada, transporte, conferência e o armazenamento temporário em unidade da secretaria. A pasta informou que está trabalhando para organizar esse processo.

Caso de picada em escola no Guará

O risco de animais peçonhentos em ambientes escolares já se concretizou em ocorrências recentes. No dia 25 de junho, uma adolescente de 15 anos foi picada por um escorpião no Centro de Ensino Fundamental 04 (CEF 04), no Guará, por volta das 7h15.

A estudante sentiu um incômodo na perna enquanto estava no pátio e percebeu o animal dentro da calça. Ela foi levada ao Hospital Regional do Guará (HRGu) e, após o atendimento, recebeu alta e retornou às aulas. Após o incidente, a vigilância sanitária realizou uma inspeção no local e identificou irregularidades que favorecem a reprodução de animais, como infestação de baratas na rede de esgoto, calhas entupidas, vegetação sem poda e materiais sem uso armazenados na área externa.

Em nota, a Secretaria de Educação afirmou que realizou uma força-tarefa de limpeza e manutenção na unidade do Guará e que os materiais que restam estão em processo final de recolhimento.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.