Diário Local
Larissa Cardoso Pires

Influenciadora fitness é condenada por agredir a própria mãe em Taguatinga (DF)

Larissa Cardoso Pires foi condenada pelo TJDFT a dois anos de reclusão por lesão corporal no contexto de violência doméstica em Taguatinga.

Por Diário Local

A empresária e influenciadora fitness Larissa Cardoso Pires foi condenada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) a dois anos de reclusão em regime inicial aberto. A sentença refere-se às agressões cometidas contra a própria mãe, Silvia de Araújo Cardoso, durante uma discussão em via pública em Taguatinga (DF), em 2024.

A conduta de Larissa foi classificada pela Justiça como crime de lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar. Além da pena de prisão, a magistrada determinou o pagamento de R$ 1 mil de indenização por danos morais à vítima.

O laudo do exame de corpo de delito detalhou a gravidade do episódio, apontando nove lesões sofridas por Silvia. Durante o confronto, a influenciadora teria desferido socos, cotoveladas e chutes, além de aplicar uma "gravata" na mãe, resultando em hematomas e escoriações.

O conflito entre as duas teria sido motivado por divergências na administração financeira da loja da família, a Bonita Show Room (hoje denominada Bonita by Lari). Silvia relatou que o desentendimento envolveu a gestão do estabelecimento e o destino das vendas realizadas pela empresa.

Segundo depoimentos, a mãe alegou que a filha tomou medidas indevidas, como a transferência de equipamentos e a alteração no sistema de pagamentos. Isso incluía o uso de contas bancárias de terceiros para o recebimento de valores da loja.

A agressão física aconteceu após um impasse sobre a devolução das chaves de uma unidade da loja que estava em construção. Na ocasião, o caso foi registrado na 12ª Delegacia de Polícia, e a influenciadora chegou a ser presa em flagrante, sendo liberada no dia seguinte.

A defesa de Larissa argumentou, durante o processo, que ela agiu em legítima defesa para recuperar uma bolsa contendo documentos e máquinas de cartão. No entanto, o juiz julgou o pedido de legítima defesa como improcedente.

A decisão judicial baseou-se em imagens que demonstram que Silvia não agrediu a filha. O magistrado destacou que as gravações mostram que Larissa continuou desferindo os golpes mesmo após conseguir tomar a bolsa da vítima.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.