Ex-policial militar é condenado a 37 anos de prisão por homicídio na Barra da Tijuca
João Luiz da Silva, ex-PM e integrante de grupo criminoso, foi sentenciado pela morte de Marcelo Diotti em março de 2018
Por Redação Diário Local
O ex-policial militar João Luiz da Silva, conhecido como Gago, foi condenado nesta terça-feira (29) a mais de 37 anos de prisão pelo homicídio de Marcelo Diotti. O crime aconteceu em 14 de março de 2018, na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a execução foi motivada por desavenças entre a vítima e Adriano da Nóbrega, apontado como chefe da organização criminosa conhecida como “Escritório do Crime”. O grupo é investigado por realizar assassinatos sob encomenda.
Segundo o Ministério Público, os integrantes do grupo responsável pela execução monitoraram a rotina de Diotti e de sua companheira até o momento do ataque. A vítima foi atingida por diversos disparos, a maior parte deles na região da cabeça, logo após sair de um restaurante.
O Conselho de Jurados acolheu os pedidos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) e reconheceu que o crime foi praticado por motivos torpes. A decisão apontou que o homicídio ocorreu como vingança de Adriano contra a vítima e como demonstração de força e poder perante um grupo rival.
A sentença também estabeleceu que o crime foi cometido mediante pagamento ou promessa de recompensa, utilizando emboscada e a atuação de um grupo de extermínio. João Luiz havia sido denunciado pelo Gaeco em maio de 2020 pelo homicídio qualificado.
Outros envolvidos no mesmo crime já haviam sido julgados anteriormente. Os irmãos Leonardo Gouvêa da Silva, conhecido como Mad, e Leandro Gouvêa da Silva, conhecido como Tonhão, também foram condenados em maio de 2024 pelo IV Tribunal do Júri.
Adriano da Nóbrega, também ex-policial militar e ex-capitão do Bope, morreu em 9 de fevereiro de 2020, aos 43 anos. Ele faleceu durante uma operação policial em um sítio localizado em Esplanada, na Bahia (BA).
A investigação sobre o “Escritório do Crime” detalhou que a organização operava de forma coordenada para realizar execuções por encomenda, utilizando o monitoramento de vítimas para garantir o sucesso das emboscadas.
