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Segurança

Polícia Civil prende grupo que extorquiu moradora do Plano Piloto em R$ 98 mil com falsa ajuda espiritual

A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu seis prisões contra organização que movimentou R$ 2,9 milhões em golpes espirituais.

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu seis mandados de prisão em São Paulo contra um grupo criminoso especializado em aplicar golpes e extorsões sob o pretexto de oferecer ajuda espiritual. As investigações apontam que a organização movimentou cerca de R$ 2,9 milhões por meio de manipulação psicológica e chantagens contra as vítimas.

A operação policial teve como foco desarticular uma rede que se aproveitava de pessoas em momentos de vulnerabilidade emocional. Os criminosos utilizavam promessas de auxílio religioso para atrair as vítimas e, em seguida, realizar cobranças abusivas.

Entre os casos investigados, destaca-se o de uma moradora do Plano Piloto, que teria sido alvo de um falso pai de santo. A mulher buscou suporte espiritual, mas acabou sendo vítima de um esquema para obter grandes quantias de dinheiro.

Segundo as autoridades, a vítima pagou o valor de R$ 98 mil para o suspeito. O esquema de extorsão funcionava por meio de chantagens direcionadas para garantir o repasse de valores.

A investigação revela que o grupo utilizava táticas de manipulação psicológica para sustentar os golpes. No caso específico da moradora de Brasília, os criminosos chegaram a prometer a prevenção de mortes para pressionar a vítima.

Essa promessa de evitar tragédias era usada como ferramenta para justificar as altas quantias exigidas. Os investigadores apontam que o medo era o principal motor para a manutenção da extorsão.

A Polícia Civil informou que a prática era sistemática e visava indivíduos que buscavam apoio em questões de fé. O grupo identificava pessoas em busca de respostas espirituais para iniciar o processo de abordagem.

Os mandados de prisão cumpridos em São Paulo buscam retirar de circulação os principais articuladores da rede. A ação faz parte de um esforço para interromper o fluxo financeiro da organização criminosa.

A movimentação financeira total de R$ 2,9 milhões demonstra a escala do prejuízo causado às vítimas. O montante é fruto de diversas extorsões aplicadas ao longo da atuação do grupo.

As autoridades trabalham para identificar novas vítimas que possam ter sido atingidas pelo mesmo esquema. O registro de ocorrências é fundamental para complementar o quadro da investigação.

O modus operandi do grupo consistia em transformar o acolhimento espiritual em uma ferramenta de lucro ilícito. A Polícia Civil agora apura se há outros membros da organização atuando em outras regiões do país.

As prisões realizadas em território paulista são um passo importante para o encerramento das atividades do grupo. Os investigados devem responder por crimes relacionados à extorsão e estelionato.

A PCDF reforça a importância de que pessoas que se sintam coagidas em contextos religiosos procurem as autoridades. Denúncias podem ajudar a localizar outros possíveis envolvidos e desarticular redes similares.

O caso segue sob investigação para detalhar o alcance completo da movimentação financeira e identificar todos os envolvidos no esquema de chantagem.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.