FAB analisa áudio de provocação feita a piloto em Minas Gerais durante voo
Força Aérea Brasileira investiga conversa informal entre controladora e piloto após registro de frase 'você não manda nem em casa'
Por Redação Diário Local
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou, nesta segunda-feira (14), que analisa os registros de áudio de uma conversa entre um piloto e uma controladora de voo ocorrida em Minas Gerais. O caso envolve uma provocação feita durante a comunicação técnica de uma aeronave que tinha como destino a cidade de Varginha, no Sul de Minas.
O episódio ganhou repercussão nas redes sociais após ser identificado por Thamiris dos Passos, de 24 anos. Moradora de Itaguaí, no Rio de Janeiro, a jovem acompanha o canal AVTV no YouTube, plataforma que exibe imagens de aeroportos e áudios de comunicações aéreas em tempo real.
Segundo Thamiris, que trabalha com locução comercial, ela percebeu que a conversa entre o piloto e a controladora do Aeroporto Internacional do Galeão estava fora do padrão técnico habitual. A jovem afirmou em suas redes sociais que a interação estava excessivamente informal.
Como ocorreu a provocação?
O incidente aconteceu na última quinta-feira (4). O avião, que transportava um copiloto e um passageiro, decolou do Rio de Janeiro com destino a Varginha. Durante o trajeto, o piloto questionou a necessidade de incluir um ponto no plano de voo que prolongaria o percurso.
A controladora explicou que a mudança de rota era necessária devido ao fluxo de aeronaves que pousavam no Galeão. O piloto contestou a instrução, alegando que haveria outras opções de rota, e pediu esclarecimentos sobre a mudança.
Após a controladora solicitar que o piloto aguardasse um momento para verificar as possibilidades, uma terceira voz interrompeu a comunicação técnica. A voz afirmou textualmente: “Você não manda nem em casa, quer mandar aqui”.
Análise do Departamento de Controle do Espaço Aéreo
Em nota oficial, a FAB declarou que os áudios da frequência utilizada no momento estão sendo analisados tecnicamente pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). A instituição reforçou que tem conhecimento do ocorrido e está acompanhando o caso.
O DECEA reiterou que os controladores de tráfego aéreo atuam conforme padrões de profissionalismo e cortesia estabelecidos para os serviços de navegação aérea no Brasil. A organização destacou que as alterações de rota são baseadas em critérios técnicos para garantir a segurança e a eficiência das operações.
A Força Aérea ressaltou ainda que, de acordo com as instruções do Comando da Aeronáutica, o órgão de controle tem autoridade para emitir e alterar autorizações de voo sempre que necessário para gerenciar o tráfego e evitar conflitos entre aeronaves.
