Três homens vão a júri pelo assassinato de estudante e comerciante em Porto Alegre
Julgamento por homicídio qualificado de estudante da UFRGS e comerciante ocorre nesta quinta-feira (17) em Porto Alegre
Por Redação Diário Local
Três homens vão a júri nesta quinta-feira (17), em Porto Alegre, acusados de serem responsáveis pelas mortes da estudante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sarah Silva Domingues, e do comerciante Valdir dos Santos Pereira. O crime ocorreu em janeiro de 2024, na Ilha das Flores, quando os investigados teriam efetuado disparos de uma motocicleta.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o comerciante Valdir, de 53 anos, era o alvo principal da ação. A acusação afirma que ele teria sido morto por se opor à atuação do tráfico de drogas na comunidade.
A estudante de Arquitetura, Sarah Domingues, de 28 anos, foi atingida acidentalmente durante o ataque. No momento dos disparos, a universitária realizava entrevistas para o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) na região.
O objetivo de Sarah era estudar a realidade da Ilha das Flores para buscar formas de contribuir com a melhoria das condições de vida da comunidade. Ela foi morta enquanto cumpria a atividade acadêmica.
Os réus responderão por homicídio qualificado e pelo uso de arma de fogo de uso restrito. A acusação sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas.
O processo envolveu inicialmente quatro pessoas denunciadas pelos homicídios qualificados. No entanto, uma das pessoas foi impronunciada pela Justiça e não será submetida ao julgamento que ocorre nesta quinta-feira (17), no Foro Central de Porto Alegre.
A acusação será conduzida pela promotora de Justiça Lúcia Helena Callegari, que atuará ao lado do promotor Octavio Cordeiro Noronha. O Tribunal do Júri deverá analisar as circunstâncias de cada morte e a participação individual de cada réu no crime.
O crime, ocorrido no dia 23 de janeiro de 2024, causou grande impacto na capital gaúcha devido à natureza das vítimas e ao contexto de violência na Ilha das Flores.
