Golpista usa vídeo e voz feminina para simular sequestro de irmã de adolescente no Espírito Santo
Criminoso utilizou compartilhamento de tela via WhatsApp para controlar a jovem e induzir a família a realizar transferências via Pix
Por Redação Diário Local
Uma adolescente foi vítima de um golpe de falso sequestro na manhã deste domingo (20), no bairro Gilberto Machado, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. O criminoso utilizou chamadas de vídeo e o compartilhamento de tela para controlar a jovem e induzir a família a realizar transferências via Pix.
Segundo o delegado Rômulo Carvalho Neto, o golpista convenceu a adolescente de que sua irmã havia sido sequestrada e estava mantida presa em um dos quartos da própria residência. Para aumentar o realismo da ameaça, o homem utilizou uma voz feminina para se passar pela irmã da vítima.
A jovem recebeu ordens para sair de casa imediatamente, sob ameaça de morte contra a irmã caso pedisse ajuda ou interrompesse a ligação. O criminoso exigiu que ela levasse o carregador do celular e se afastasse da residência, mantendo o contato constante durante todo o trajeto.
O suspeito utilizou o recurso de compartilhamento de tela do WhatsApp para monitorar em tempo real os movimentos da adolescente. Com o acesso ao dispositivo, o homem orientou a jovem a enviar mensagens aos pais afirmando que estava sob o poder de sequestradores.
A estratégia gerou uma confusão de informações entre os familiares. Enquanto a adolescente acreditava estar agindo para salvar a irmã, os pais recebiam alertas de que a própria filha havia sido capturada. Durante a conversa, o criminoso também fez perguntas para obter dados sobre a família e tornar o cenário mais convincente.
A situação foi interrompida quando a bateria do celular da vítima começou a acabar. Para não perder a comunicação, a adolescente entrou em uma padaria para carregar o aparelho. No estabelecimento, amigos da família reconheceram a jovem e entraram em contato com os familiares.
A Polícia Militar foi acionada e conseguiu localizar a adolescente em segurança. De acordo com a Polícia Civil, transferências de valores via Pix foram realizadas durante o período do golpe, mas os montantes exatos não foram divulgados porque a investigação segue sob sigilo.
O caso agora está sendo investigado pela Polícia Civil, que trabalha para identificar o responsável pelo crime e os autores das movimentações financeiras.
