Diário Local
Justiça

Justiça do Rio condena Flordelis a pagar indenização ao pai e à irmã de Anderson do Carmo

Sentença determina o pagamento de R$ 100 mil para o pai e para a irmã do pastor Anderson do Carmo por danos morais

Por Redação Diário Local

A Justiça do Rio de Janeiro condenou a ex-deputada Flordelis dos Santos de Souza a pagar uma indenização de R$ 100 mil para o pai e R$ 100 mil para a irmã do pastor Anderson do Carmo. A decisão, proferida pelo juiz Marco Antonio Novaes de Abreu, da 3ª Vara Cível de Bangu, refere-se a danos morais causados pela morte do pastor.

A sentença fundamenta-se no fato de que a decisão criminal já reconheceu a ex-deputada como a mandante do assassinato de Anderson. O crime ocorreu em junho de 2019, na garagem da residência onde o casal morava, em Niterói (RJ).

Além dos valores de indenização, que serão acrescidos de juros e correção monetária, Flordelis também foi condenada ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios. O processo civil foi iniciado em 2021 pelos familiares da vítima.

Na época do ajuizamento da ação, os pedidos de indenização eram maiores. O pai solicitava R$ 500 mil, a irmã pedia R$ 200 mil e a tia da vítima pleiteava R$ 100 mil.

Pedido de tia foi rejeitado pela Justiça

Apesar da condenação aos familiares diretos, o pedido de indenização feito por Nádia Henrique, tia e madrinha de Anderson do Carmo, foi rejeitado pelo magistrado. Segundo a sentença, o dano moral não é considerado presumido para parentes nessa condição específica.

O juiz entendeu que não houve comprovação de um vínculo afetivo excepcional ou de abalo psicológico suficiente para justificar o pagamento à tia. A decisão separou o entendimento aplicado ao pai e à irmã do que foi decidido para a madrinha.

Histórico do caso

Flordelis está presa no presídio Talavera Bruce, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio, desde 2021. A ex-cantora gospel teve o mandato de deputada federal cassado pela Câmara dos Deputados.

Em 2022, o Tribunal do Júri condenou a ex-deputada a mais de 50 anos de prisão por ser apontada como mandante do assassinato do marido. O crime foi classificado como triplo homicídio qualificado e envolveu outros integrantes da família, embora a ex-parlamentar negue o planejamento do crime até hoje.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.