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Prefeitura de São Paulo

Denúncia de ex-mulher após briga revela esquema de fraude em licitação na Prefeitura de São Paulo

Esquema de irregularidades na capital paulista foi descoberto após briga entre ex-companheira e ex-servidor municipal, afirmou Ricardo Nunes

Por Diário Local

Uma denúncia feita pela ex-mulher de um dos alvos de uma operação contra fraudes em licitações na Prefeitura de São Paulo revelou um esquema de irregularidades na capital paulista. O fato ocorreu após um desentendimento entre o casal, conforme informado pelo prefeito Ricardo Nunes nesta terça-feira (7/7).

A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MPSP), apura indícios de que, entre 2022 e 2025, houve interferência em procedimentos de contratação pública para beneficiar grupos empresariais em troca de vantagens indevidas.

Os alvos mencionados na operação são Vinícius Felipe Moreno, que atuava na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, e Bruno Conrado do Espírito Santo, que exercia a função de coordenador de licitações na Secretaria Municipal das Subprefeituras.

O que diz a Prefeitura?

O prefeito Ricardo Nunes afirmou que, após o recebimento dos relatos contundentes da ex-companheira de um dos investigados, a administração municipal realizou a exoneração de seis pessoas que estariam supostamente envolvidas. Segundo Nunes, uma licitação para a compra de aparelhos de ar-condicionado foi suspensa para investigação.

O prefeito destacou que um novo edital para o mesmo serviço está em andamento com um valor significativamente menor. De acordo com a administração, o montante caiu de R$ 1 bilhão para R$ 512 milhões na nova licitação.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo reforçou que, em março, exonerou preventivamente seis servidores e encaminhou a denúncia ao Ministério Público. A administração afirmou ainda que não compactua com desvios de conduta e mantém o compromisso com a ética e o uso correto do dinheiro público.

Investigação patrimonial

Além das suspeitas de fraude nos contratos, o Gaeco também investiga a evolução patrimonial dos envolvidos. Há indícios de que foram adquiridos imóveis, veículos e outros bens de forma incompatível com a renda declarada, possivelmente utilizando pessoas interpostas para ocultar os ativos.

As diligências incluíram buscas em imóveis ligados aos ex-servidores na capital e na Região Metropolitana. Durante a ação, foram recolhidos celulares e outros materiais para perícia. As sedes da Prefeitura e das secretarias municipais não foram alvos da operação.

O vice-prefeito, Coronel Mello Araújo, defendeu pela rede social que o Ministério Público também investigue possíveis condutas omissas de funcionários que deveriam ter fiscalizado e impedido as irregularidades.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.