Polícia Civil prende dois suspeitos e apreende 31 carros em operação contra fraude digital em Limeira
Ação contra estelionato e lavagem de dinheiro em São Paulo resultou na apreensão de veículos de luxo e itens de alto padrão.
Por Diário Local
A Polícia Civil prendeu dois homens e apreendeu 31 carros em estacionamentos de Limeira, no interior de São Paulo, durante a manhã desta terça-feira (7/7). A ação é a segunda fase de uma operação contra estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Os detidos são suspeitos de integrar um esquema de fraude eletrônica baseado na exploração da ferramenta “Cofrinho Cartão”, presente em carteiras digitais. Segundo as investigações, o grupo utilizava o mecanismo para obter crédito, resgatava o valor e cancelava a operação, gerando prejuízo às instituições financeiras.
A organização criminosa possuía uma estrutura com divisão de tarefas entre financiadores, operadores e destinatários dos valores ilícitos. Os dois presos desta terça-feira foram identificados como Alon Keikon Souza Silva e Wagner Luis de Aguiar.
De acordo com a Polícia Civil, os dois investigados seriam responsáveis pela captação de pessoas e pela gestão do fluxo financeiro do esquema criminoso. A investigação apontou que o grupo operava de forma sofisticada para desviar recursos através das fraudes digitais.
Além dos 31 veículos, os policiais apreenderam relógios de marcas internacionais, óculos de alto padrão e equipamentos eletrônicos. Também foi localizada uma arma de fogo com numeração suprimida durante as buscas.
Para a polícia, o conjunto de itens apreendidos é um forte indicativo da prática de lavagem de dinheiro e da elevada capacidade econômica da organização. A ofensiva é denominada Operação Chargeback e busca cumprir 42 mandados de busca e apreensão e oito de prisão temporária.
A operação já contabiliza outros quatro indivíduos presos nos últimos dez dias. Até o momento, o valor total estimado das apreensões realizadas pelas autoridades supera R$ 5 milhões.
A defesa de Wagner Luis de Aguiar informou que o processo está sob sigilo e que o acesso aos detalhes da investigação ainda não foi disponibilizado. Sobre o suspeito Alon Keikon Souza Silva, não houve resposta até o fechamento desta matéria.
