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Segurança

Centro, Savassi e São José lideram ranking de furtos e roubos de celulares em Belo Horizonte

Registros de crimes envolvendo aparelhos móveis caíram 25,6% no primeiro semestre de 2026, mas BH segue entre as 20 maiores taxas do país

Por Redação Diário Local

Os bairros Centro, Savassi (Centro-Sul), São José (Pampulha) e Floresta (Leste) são os locais com maior concentração de furtos e roubos de celulares em Belo Horizonte. Em 2026, até o mês de junho, a capital registrou 8.457 ocorrências envolvendo a subtração de aparelhos móveis.

O volume de crimes apresenta uma trajetória de queda nos últimos anos. Em 2023, foram 25.232 registros na cidade. Em 2024, o número caiu para 22.821 e, em 2025, para 20.096. No primeiro semestre de 2026, a redução de 25,6% em relação ao mesmo período do ano passado reflete o novo patamar de criminalidade.

O que dizem os dados do Anuário de Segurança?

Apesar do recuo nos registros, Belo Horizonte permanece em uma posição de destaque negativa em âmbito nacional. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, a capital mineira ocupa a 16ª posição entre os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes que apresentam as maiores taxas de roubos e furtos de celulares.

De acordo com o relatório, a capital registra uma taxa de 831,3 aparelhos subtraídos para cada 100 mil moradores. A diferença entre as modalidades de crime também é evidente no balanço: os furtos — quando o objeto é levado sem violência ou ameaça — representam a maior parte das ocorrências, enquanto os roubos envolvem o uso de força ou intimidação.

Por que os crimes estão diminuindo?

Existem diferentes interpretações para a queda nos números. Segundo o pesquisador em Segurança Pública Jorge Tassi, a abundância de aparelhos no mercado pode ter reduzido a rentabilidade para as organizações criminosas. Por outro lado, o especialista levanta a possibilidade de subnotificação, quando o cidadão deixa de registrar a queixa por acreditar que a investigação não será efetiva.

O sociólogo e especialista em segurança pública Luís Flávio Sapori avalia que a redução pode indicar uma atuação mais efetiva das forças de segurança na prevenção e no combate às redes de receptação. Sapori também destaca o papel do aplicativo Celular Seguro, do governo federal, como um aliado no desestímulo ao crime, já que o bloqueio rápido do aparelho retira seu valor de revenda no mercado ilegal.

Onde o risco é maior em BH?

A concentração de crimes segue um padrão de áreas com alta circulação de pessoas. Além dos bairros já citados, bairros como Santa Efigênia, Lourdes, Barro Preto, Funcionários, Santo Antônio e Lagoinha também figuram entre os locais com registros frequentes. O comércio e pontos de grande movimentação, como a Praça Sete (Centro), são considerados "hot points", onde o criminoso aproveita situações de distração das vítimas.

Atenção também deve ser redobrada em áreas residenciais. Segundo Sapori, embora os números absolutos sejam menores, crimes ocorrem em pontos de ônibus e durante deslocamentos a pé, muitas vezes cometidos por criminosos em motocicletas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.