Granada explode em piscina durante treinamento de drones no Complexo da Penha
Explosão ocorreu durante treinamento de criminosos com drones no Rio de Janeiro; não há registro de feridos.
Por Redação Diário Local
Uma granada explodiu na madrugada desta sexta-feira (31) em um imóvel no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, durante um treinamento de traficantes para o uso de drones. Apesar da detonação, a Polícia Militar informou que não houve registro de feridos no local.
A ocorrência foi registrada após denúncias sobre a presença de homens armados na região. Equipes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo da Penha foram deslocadas para o endereço, mas não encontraram situação de confronto direto com os agentes.
Segundo a corporação, criminosos realizavam testes com drones e um artefato acabou caindo próximo ao grupo durante o treinamento. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram que os danos da explosão atingiram a área de uma piscina no imóvel, destruindo azulejos.
Relatos de moradores e internautas indicam que uma confraternização com churrasco acontecia no imóvel no momento do incidente. O policiamento na região permanece reforçado com o apoio de unidades especiais para garantir a ordem no conjunto de comunidades.
Como funcionam os drones adaptados?
Investigações apontam que parte dos drones utilizados pelo crime organizado foi adaptada para o transporte de explosivos. Os aparelhos funcionam com um mecanismo semelhante a garras de máquinas de pelúcia, permitindo que granadas — inclusive sem o pino de segurança — sejam levadas até um alvo e liberadas remotamente.
Os equipamentos utilizados são drones de grande porte, originalmente destinados à pulverização agrícola e ao transporte de cargas. Cada aparelho tem custo estimado superior a R$ 200 mil e é modificado para atender às necessidades logísticas e operacionais do grupo criminoso.
Treinamento com técnicas de guerra
A Subsecretaria de Inteligência da Secretaria estadual de Segurança Pública informou que a expansão dessa estratégia está ligada ao treinamento de integrantes do Comando Vermelho (CV). A polícia investiga a atuação de um brasileiro que retornou recentemente da guerra na Ucrânia, onde teria atuado como voluntário.
O homem teria permanecido por pelo menos um ano na zona de conflito e, ao voltar para o Rio, passou a transmitir técnicas militares aos traficantes. As instruções envolvem especialmente o uso de drones para monitoramento e o transporte de equipamentos de combate.
O emprego de granadas tem se tornado frequente no estado, sendo usado tanto em conflitos entre facções quanto em ataques contra forças de segurança. Em outubro de 2025, uma operação nos complexos do Alemão e da Penha registrou mais de 120 mortos.
